dos sem teto aos sem céu em Beijing

Esse texto é um panorama à jato do meu percurso nesses últimos 15 anos. Apesar de não representar a totalidade do meu pensamento/produção, pelo menos ele indica as 3 grandes chaves de interesse – 1- Sem Teto, 2-Tecnoxamanismo, 3-Cultura espacial)

Aqui está o texto que apresentei no Lançamento do Cadernos de Subjetividade e em Pequim, china. Para ler a apresentação na íntegra – dos sem teto aos sem céu

1- DOMÍNIOS DO DEMASIADO  (Sem Teto)

(Para ler o livro Domínios do Demasiado, aqui: https://catahistorias.files.wordpress.com/2011/01/dominios-do-demasiado_ultima-prova.pdf )

(Primeira sessão, um panorama das intervenções urbanas, arte urbana, arte política – organizada por Camila Mello e fabi Borges (2003-2010) –  aqui: porão

1- Morador de rua
2- Sem teto
3- Cassandra – Ritualização- Performance – Renato Cohen
3- Proposta: ACMSTC e Integração sem Posse
Mostrar (imagens do arquivo)
(PORÃO – organizado por Fabi Borges e Camila Melo)

2- TECNOXAMANISMO (Magia)

(Site do tecnoxamanismo – http://tecnoxamanismo.wordpress.com )

1- Permacultura e agrofloresta,
2- Rituais, pajelância e ervas medicinais,
3- Hacklab – do it yourself
(tecnologia do xamanismo – modo de produção de conhecimento)
(xamanismo da ciência) – cooptação da ontologia depois da igreja católica
(outro modo de produção de ciência – relação interespécie com dispositivos eletrônicos – falar com
plantas, construir relações – busca de compreensão de outras linguagens – escuta), rituais.
4 Proposta: Festival Internacional de Tecnoxamanismo (performativo, imersivo, uso de plantas,
terreiro tecnológico).

3- OCUPAÇÃO ESPACIAL (CULTURA ESPACIAL) (Cosmos)

(Minha tese sobre o assunto: Em busca da Cultura Espacial https://catahistorias.files.wordpress.com/2013/04/na-busca-da-cultura-espacial-web.pdf

1- Entrada de vez pro mundo hacker – ocupação, linguagem de programação, luta contra a
sociedade de controle
2- Possibilidade de ocupação espacial do it yourself –
3- Arco de utopias espaciais, astrofuturismo
4- Fazer a própria estação espacial internacional, criar foguetes e naves espaciais para ocupar outros planetas e outras órbitas.
5- Comunicação e criptografia
6- Cosmovisão em tempos de antropoceno – tecnoxamanismo espacial
Proposta: Fortalecer a rede de ocupadores espaciais, para isso precisa de investimento na área
7- ritualização do processo

 

In Beijin no Queerhackerspace

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Acabei ficando num hackerspace queer super feminista aqui em Pequim. Uma mulherada jovem que se juntou, alugou uma casinha no centro de Pequim e está inventando uma forma de vida bem diferente por aqui. A casa funciona sempre, é um colab, hackerspace, queer life e ainda com oficinas das mais diferentes que acontecem todos os dias. Essa por exemplo das fotos abaixo mostra um workshop de comunicação não violenta dada por Julia Feste. Exercícios, conversas, intimidade, safe place e tudo isso. É um lugar importante para se conhecer, para quem está ligado a cultura queer e cultura diy.

Ao perguntar para uma das meninas que toca a casa, JD que é de Singapura,  qual era a diferença dos hackerspaces normais de Pequim para essa casa, ela disse que a maioria é feita por homens, que não dão espaço para quem não sabe nada mas quer começar a saber, que a maioria é bem fechada, e muito comprometida com dinheiro. Ao contrário delas que mantém a casa aberta e cuja a prioridade é o cuidado, a aprendizagem no ritmo de cada um e a convivência.

Elas começaram a pouco tempo, ainda não tem site, mas em breve vão ter, daí coloco aqui.

Conhecer Pequim com elas tem sido uma experiência bem internacional e ao mesmo tempo bem interna a Pequim… Algumas delas são chinesas, outras estrangeiras (da Asia)  Tailândia, Singapura, Japão, e outras  de outros  continentes e países, mas a casa é tocada na parceria entre galera da China e do Japão.

Acabei de sair da oficina da comunicação não violenta, agora é aplicar. será que dá?

#china feminista!!

Futuros sequestrados x o Anti-sequestro dos sonhos

Compartilhando o processo de trabalho feito durante a
“Imersão no Capacete”, que foi do dia 24 de maio a 02 de junho/2016)

Quarta feira – 01/06/2016 – 19:30 – Escola Capacete – Beijamim Constant 131 – Glória

Como criar tratamentos clínicos e estéticos atuais que ajudem a enfrentar a lama tóxica, o imaginário carbônico, as enchentes e as secas do clima e do pensamento?

Pensamos na engenharia do futuro: a geo-engenharia e a engenharia do corpo. No devir criador para fugir do modelo fracassado de civilização e sua rota apocalíptica. Na urgência da metareciclagem no campo das ficções. E na produção de cosmogonias livres.

Quizemos criar dispositivos de resistência ao sequestro do futuro, assim como fortalecer o imaginário e os sonhos.

A imersão começou no dia 24 de maio. Teve como uma das suas funções potencializar o universo onírico de seus participantes, mixá-lo, tirá-lo de qualquer autoria, devolvê-lo para o campo da experiência, afim torná-lo plataforma de lançamento de um processo coletivo de produção de ficções e imaginários.

Como é impossível finalizar um processo desse tipo, optamos por compartilhá-lo em seu atual estágio, afim de ampliar o campo de experiência dos participantes, ao abri-lo para o público. É uma cerimônia de finalização do curso, mas não do processo, que esperamos que seja continuado.

Para quem não sabe do que se trata, aqui foi a chamada:

Português: http://capacete.org/?p=1950

Inglês: http://capacete.org/?p=1966&lang=en

 

Para poder entrar no Capacete nessa quarta dia 1 é preciso que cada pessoa traga dois sacos de sal grosso.

Organização: Fabiane M. Borges e Leandro Nerefuh

Equipe: Giseli vasconcelos (Produção), Marcelo Marssares (som), Paola Barreto (espectrômetros), Peter Pál Pelbárt (consultoria) e Rafael Frazão (imagens).

Construção do working process (anti-sequestro dos sonhos): Franciele Castilho, Julia Lameiras, Mariana Kaufman, Raisa Inocêncio, Sue Nhamandu, Oliver Bulas, Mariana Marques, Anna Costa E Silva, Luisa Marques, Thelma Vilas Boas, Cecilia Cavalieri, Rodrigo Krul, Patricia Chiavazzoli, Livia Valle, Kadija de Paula, Caetano EhMaacumba, Ian Erickson-Kery, Aurélia Defrance, SoJin Chun, Julia Retz, Camilla Rocha Campos

 

Fotos: Rafael Frazão

 

tecnoxamanismo no deCurators – Brasília

https://tecnoxamanismo.wordpress.com/2016/03/29/tecnoxamanismo-no-decurators-em-brasilia/

ENCONTRO DE TECNOXAMANISMO

1, 2 e 3 de abril no deCurators (SCLN 412 Bloco C Loja 12 – DF/Brasília)

Fotos do encontro (programas de rádio – oficinas  de transescritura e totem eletrônico – ritual diy): 

https://www.flickr.com/photos/22405820@N08/albums/72157664597878774

Fotos do ritual diy (de Mathew Weeb): 

https://www.flickr.com/photos/22405820@N08/albums/72157666701098231

Programas de rádio: 

https://archive.org/details/radio-tecnoxamanismo-brasilia

Programação completa do evento em pdf: programa-tecnoxamanismo-em-brasilia

Facebook: https://www.facebook.com/events/212120735816386/ 

APOIO:
Centro Cultural Elefante
deCURATORS, Espaço de Microcuradorias
Galeria Alfinete

SOBREVIVÊNCIA

Indigenismo, Catástrofes Ambientais e Industriais

“La naturaleza se convierte en la Zona, un espacio donde el tiempo y espacio han sido alterados por la acción humana, y donde al mismo tiempo los sentidos humanos no han evolucionado a la par para percibir estas alteraciones. Se produce una desorientación y una necesidad de recalibrar nuestros sentidos”.     (tese de Pablo de Soto)

Falar de sobrevivência necessariamente passa pela questão indígena. Como diz Eduardo Viveiros de Castro, os povos indígenas são mestres em sobrevivência, já que seus mundos vem sendo exterminados desde a chegada das caravelas.

A pergunta aqui é, quem sobrevive com os índios e quem sobrevive aos índios? Por que o tecnoxamanismo se interessa em acionar o “devir-indio” e que implicações isso tem?

A ideia de tecnologia e desenvolvimento a qualquer custo tem trazido uma série de consequências ambientais, produzindo catástrofes, dizimando comunidades, interrompendo fluxos de rios.

Nos interessa discutir nesse encontro temas relativos a Chernobyl, Fukushima, Lama de Mariana e seus sobreviventes. Como diz Svetlana Alexievich em seu livro Vozes de Chernobyl, “a paisagem de Chernobyl depois do acidente nuclear, se tornou uma imagem do futuro, não do passado”.

A virada da época geológica holoceno para antropoceno tem servido como palco para muitas inquietações políticas, sociais, ecológicas, subjetivas, científicas. A iminência de uma grande catástrofe avassaladora, ou o término lento do mundo que conhecíamos tem levantado vários movimentos de transformação, anti-antropocêntricos, que desejam abrir o pensamento, acionar outros devires, ampliar o espectro, fortalecer o imaginário para criar novos futuros. Isso faz com que muitos de nós nos juntemos de alguma forma aos “sobreviventes” dos mundos destruídos, para aprendermos com eles sobre sobrevivência, enquanto inventamos outras formas de existência, conectando o futuro e a ancestralidade.

O tecnoxamanismo é um movimento que vai nessa direção, de abrir canais de comunicação ancestrofuturistas, fazendo cosmogonias livres, rituais faça-você-mesmo, enquanto desenvolve tecnologias mais ecológicas, menos nocivas, menos destruidoras. Tudo isso exige muito trabalho de sonhos, imaginário, percepção e ações práticas, tecnológicas, eletrônicas e hackers.

É por isso que o tecnoxamanismo ao invés de exercer só um ativismo crítico-racionalista aposta mais incisivamente nas cartas da ficção, hiperstição, incorporação, subjetivação, inconscientização, para colocar em movimento nossa existência cósmica, tão enfraquecida nos dias de hoje, e geralmente cooptada por sistemas de dominação e controle.

Esses e outros temas serão debatidos durante a programação do Encontro de Tecnoxamanismo no deCurators, que culmirá num Ritual (Do It Yourself) ou num levante para uma “Cosmogonia Livre”!

Texto de referência: “Prolegômenos para um Possível Tecnoxamanismo”:

https://catahistorias.files.wordpress.com/2014/03/prolegc3b4menos-para-um-possc3advel-tecnoxamanismo.pdf

Tags do encontro: performance, ritual diy, cosmogonia livre, indigenismo, animismo, ancestrofuturismo, perspectivismo, antropofagia, tecnoxamanismo, tecnomagia, biohackerismo, criptografia, permacultura, agrofloresta, rádio livre, futuro, ficção, metafísica da lata do lixo, conhecimentos ancestrais, internet, tecnologias diy, afrofuturismo, astrofuturismo.

https://tecnoxamanismo.wordpress.com

 

PROGRAMAÇÃO

01/04/2016, 20 hs – deCurators (SCLN 412 Bloco C Loja 12)

Programa de rádio – streaming ice-cast   (Phill Jones & Deva Station & Angel Luis)

http://icecast.iikb.org/tecnoxamanismo.ogg

 

TECNOXAMANISMO, AFROFUTURISMO E INDIGENISMO (deCurators – SCLN 412 Bloco C Loja 12)

Moderação: Fabiane M. Borges

1- Eliete Pereira (pesquisadora do ATOPOS- ECA/USP – Autora do livro Ciborgues Indígen@s.br – A Presença Nativa no Ciberespaço)

2 – Fabiane Borges (psicóloga, artista, articuladora da rede tecnoxamanismo)

3 – Leila Negalize (afro-futurista, artista visual, ativista)

4 – Verenilde Pereira dos Santos (indígena, indigenista, jornalista, escritora)

 

02/04/2016, 16 hs –  Galeria Alfinete (CLN 116 Bloco B Loja 61)

Oficina 1 – Preparatória para o ritual

Confirmação de interesse de participação pelo e-mail:  xamanismotecnologico@gmail.com

INTERESCRITURA – TRANSNARRATIVAS – SCI-FI

Com Léo Pimentel, Fabiane  Borges e Carol Barreiro

Oficina de produção de narrativas de ficção científica. Os participantes são convidados a entrar em uma viagem de criação de futuros utópicos ou distópicos, que tenham a ver com o tema do encontro, que é: Sobrevivência, Indigenismo, Catástrofes Ambientais e Industriais. A ideia desta oficina é criar elementos para o Ritual (Do It Yourself)

 

02/04/2016, 20 hs – deCurators (SCLN 412 Bloco C Loja 12)

Programa de rádio – streaming ice-cast ( Phill Jones & Deva Station & Angel Luis)

http://icecast.iikb.org/tecnoxamanismo.ogg

 

SOBREVIVÊNCIA, CATÁSTROFES, METAFÍSICA E FICÇÀO (decurators)

Moderação: Fabiane M. Borges

1- Angel Luis (fazedor de vídeo e rádio, Baobáxia, Rede Mocambos / Mercado Sul-DF)

2- Adirley Queirós (Diretor de cinema – Branco sai Preto Fica)

3– Edgar Franco / Ciberpagé (artista multimídia, docente do Programa de Mestrado em Cultura Visual da UFG. Pesquisa: Perspectivas Pós-Humanas nas Ciberartes)

4- Hilan Bensusan (filósofo, performer, escritor, professor de filosofia UNB, pesquisador de assuntos relativos à metafísica, ontologia e animismo)

5- Marcos Woortmann (cientista político, permaculturista, ecologista)

6- Phil Jones (programador, artista digital, membro do Calango Hacker Clube)

 

03/04/2016, 14h –  Elefante Centro Cultural – SCLRN 706, Bloco C, Loja 45

Oficina 2 – Preparatória para o ritual

Confirmação de interesse de participação pelo e-mail:  xamanismotecnologico@gmail.com

CRIAÇÃO TOTENS ELETRÔNICOS

Com  Phil Jones, Krishna Passos e Gisel Carriconde Azevedo

Oficina de eletrônica (do it yourself ) e preparação do espaço do ritual (luzes, música, vídeo, objetos)

03/04/2016, 19h – Elefante Centro Cultural  SCLRN 706, Bloco C, Loja 45

RITUAL (DO IT YOURSELF) – FICÇÃO E RUIDOCRACIA

Os interessados em produzir o ritual deverão fazer parte das oficinas:

Oficina 1: Interescrituras, Transnarrativas, SCI-FI

Oficina 2: Criação Totens Eletrônicos

Obs.: O ritual é aberto para o público.

Performance e Música no CCBB/SP

Pós-Gêneros : linguagens como atravessamentos de identidade performática

Por Felipe Brait

Entendendo que a Performance ainda hoje é a principal linguagem com relação a transgressão da estética no campo da arte tradicional, e pontuando sua “evolução” a partir dos tempos e dos contextos históricos, podemos chegar a um salto cognitivo acerca de reflexões da performance nos dias de hoje, ou mais precisamente dos anos 90 pra ca, quando pouco-a-pouco a performance vai incorporando novos elementos tecnológicos e gerando uma atmosfera mais cibernética (cyberfuturista) junto as suas aplicações. Ou seja, se num primeiro momento o corpo por si só se bastava enquanto gesto, enquanto forma, enquanto linguagem, hoje ele acopla novas mídias, atuantes como “órgãos” trazendo ao gesto performático componentes físicos e de propagações digitais: Uma Era da virtualização do gesto.

Todo programa e texto: texto_final_ccbb_mp4_versao2_reduzida

Cartaz: 

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Vídeo:

 

Fotos (Claudia Medeiros): 

 

Fotos da Festa/Música: http://glamurama.uol.com.br/galeria/os-detalhes-do-ccbb-musica-performance-no-centro-de-sao-paulo-2/#5

Technoshamanism meeting in Berlin!!

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“TECNOSHAMANISM MEETING IN BERLIN”  
Schilerpromenade 4 – Berlim [Keller]
19/02 – 2pm to 12pm
20/02 – 2pm to 12 pm
This meeting is organised in collaboration between rede technoshamanism http://tecnoxamanismo.metareciclagem.org/  and TOP eV http://www.top-ev.de/
INTRODUCTION
During the days 19 and 20 of february/2016 there will be a tecnoshamanism meeting in Berlin! This meeting intends to gather people that are interested in the intersection between DIY technologies and ancestor futuristic knowledge.
By “ancestor futuristic knowledge” we understand the approximation of ancestral knowledge, cosmovisions, alquimy, shamanisms, magic,  free cosmogonies with foresight technologies and possible futurologies.
If rationalism and individualism somehow exhaust a way to produce an ecologically and socially balanced existence, and if the Earth presents emergencies that the anthropocentrism can’t take care of, what can we do to reach other relations of states between human / nature / cosmos?
All this discussion about interspecifcs, subjectivity of matter, anthropocene, and theoretical speculative discussions is something that moves us / touches, or is it just the latest intellectual agenda in international meetings, which soon will sound as obsolete concepts?
You can approach if you feel called by the junction of these terms (techno + shamanism, ancestrality + futurism). You can come to the workshops, discussions and rituals that will be made during the whole weekend in free radio format, with free expression and listening space for many different backgrounds.
TECHNOSHAMANISM NETWORK
Tecnoshamanism has been configured as a cross-border network that gathers people interested in thinking their ideas and everyday actions at the same time they thinking open science,  open technology and open cosmological and ecosophical visions. Putting in doubt the technology development projects also has been an issue; we want above all to rescue the spirit of hacklabs, which in many cases have lost their collaborative and adventurer spirit in favor of an the entrepreneurial culture.
Over these last few years we have made a series of meetings, events, festivals and practical constructions to think/act in relation to all this. We made meetings in Spain, England, Denmark, Ecuador, Colombia, Brazil and now we are organizing this meeting in Berlin. Every city/country has its characteristics, its way of dealing with these issues, its singular reading about all these processes and its own conjectures about ancestrality/futurism. So what we leave is always a question, instead of coming with programs and reports …
If tecnoshamanism presents itself as an aesthetic tendency with its rituals, immersive processes, internarratives and live fictionalizations, it also appears as a set of practices that are carried out by its collaborators. In this category come forest garden projects, reconstructing river sources, defence of indigenous areas and populations, renewable energy projects, intranet networks, etc.
Observation
It will be a two-days meeting where we will talk about all this. While at the same time we will prepare the collective DIY ritual. The ritual will be made with the participation of the people involved in the meeting.
PROGRAM: https://openport-b.titanpad.com/3