presente do paulinho wayne de aniversário gif

CURSO DE ESQUIZOANÁLISE NA CASA NÚVEM

consultorio-esquizoanalise

Curso teórico e experimental dividido em 5 módulos (de Agosto à dezembro de 2015 – Casa Nuvem – Rua Morais e Vale 18 – Beco do Rato – Lapa, 20021260 Rio de Janeiro). Valor de cada módulo: 50,00 – Inscrição gratuita catadores@gmail.com

Um sábado por mês: 29/08, 26/09, 17/10, 14/11, 05/12 – das 17 às 21 hs

A Esquizoanálise começou com as práticas estimuladas por Félix Guattari nos anos sessenta que foram conceitualizadas no Anti-Édipo de Deleuze e Guattari em 1972. A ideia é retirar o foco da subjetividade de um centro instituído e pensar o inconscience menos como um palco de representações do que como uma usina conectada a uma grande rede de produções. Desde então muitos acoplamentos e experimentações foram introduzidas no repertório esquizoanalítico. Este curso pretende oferecer um panorama dos caminhos da esquizoanálise nos dias atuais visto através da perspectiva intelectual e das práticas clínicas da proponente deste curso.

Com base no cenário filosófico e político de onde emergiu a esquizoanálise, a proposta é a de um percurso que acompanha os conceitos e as práticas esquizoanalíticas desde a sua incepção. Neste contexto aparecerão delírios públicos e privados, bruxarias, alquimias e xamanismos arcaicos, distantes e contemporâneos na forma de textos incorporativos e rituais em grupo. Com isso, a metodologia clínica se torna múltipla e aberta a contribuições de diversas partes.

Em uma época de farmacopornografia (Preciado, 2008) onde os delírios e agenciamentos são mediados por principios ativos que intervem no desejo e na adaptação das pessoas ao espectro do super controle, trataremos de problematizar algumas psicopatologias conhecidas do público como a megalomania, a paranóia, a ansiedade e a esquizofrenia, que serão vistas sob o enfoque de personagens históricos e ficcionais, além de experiências pessoais.

Estaremos pensando/promovendo a performance ritual, conversando com a metafísica contemporânea, perpassando a questão do animismo, da metafísica canibal, da subjetividade da matéria, exemplificada em cosmogonias e cosmologias indígenas e aborígenes assim como práticas laboratoriais.

É um curso para quem quer começar e/ou aprofundar seus conhecimentos em esquizoanálise, e também deseja ampliar seu arsenal metodológico para práticas de grupo, que podem ser aplicadas em diversas áreas como facilitações, consultorias, dinâmicas coletivas, projetos de pesquisa, análise institucional, fabulações, processos criativos, auto-conhecimento, etc.

No decorrer do curso, outros módulos podem ser criados conforme interesses e agendas. Alguns módulos contarão com a presença de convidados específicos de acordo com o tema a ser abordado.

Terá certificado de participação para quem fizer os cinco módulos.

29/08 – 17 às 21hs

Módulo 1- A esquizoanálise antropofagizada

Temas:

*Antropofagia de Oswald de Andrade aplicada a esquizoanálise;

*A Queda do Céu de Davi Kopenawa e o campo de imanência

*Antes o Mundo não existia da cosmogonia dessana (indígenas Brasil)

*Visões sobre sonhos em Castañeda e cosmopolítica dos sonhos dos aborígenes de Barbara Glowczewski

*Caosmose – Félix Guattari

*Esquizoanálise e Antropofagia de Suely Rolnik

*Três Ecologias – Félix Guattari

*Introdução a esquizoanálise – Anti-Édipo

26/09 – 17 às 21hs

Módulo 2- Esquizoanálise e tecnoxamanismo

Temas:

*Metafísica canibal de Eduardo Viveiros de Castro

*Hiperstição – Nick Land

*Tratado da magia de Giordano Bruno

*Cosmogonia livre

*Xamanismo ancestrofuturista

* Tecnomagia

*Metafísica da lata de lixo de Estamira

*Antropoceno e antropocena – O imaginário que está em cena

*Animismo – a subjetividade da matéria

*Mil Platôs – Deleuze & Guattari

*Comunidade dos Espectros – Fabián Ludueña Romandini

17/10 – 17 às 21hs

Módulo 3- Esquizoanálise e performance-ritual – ficção e ruidocracia

Temas:

*Esquizocenia e esquizodrama – metodologias

*Performance – história, contextualização

*Renato Cohen – análise de texto e produções

*Ruído, ruidocracia, projeto de escuta. Como e o que se escuta – metodologias de escuta

*Ritual – incorporação, arrebatamento, extase, meditação, rito de passagem, ritual como linguagem

*Performance e ritual (abordagem do peformance studies NY)

*Levantamento de algumas práticas rituais (liturgias) religiosas

*Ampliação imaginária para construção ficcional (de presente e futuro)

14/11 – 17 às 21hs

Módulo 4- Subjetividade e alteridade na ficção científica

Temas:

*Algumas visões de futuro produzidas no cinema de ficção científica do século XX

*Projeção humana sobre os extraterrestres na ficção científica

*Paranóia e megalomania nas utopias/distopias espaciais

*Projetos de colonização humana em outros planetas – biosferas artificiais e naves espaciais

*Os satélites e suas informações para os outros planetas

*Relatos de avistamento e abdução e o fim do mundo

*Era do super controle e a paranóia. Satélites e a tomada da órbita terrestre na era do gps

*Anti-Édipo – Deleuze & Guattari

05/12 – 17 às 21hs

Módulo 5 – Megalomania, esquizofrenia e o fim do humano

Temas:

*Anti-Édipo – Deleuze & Guattari

* Napoleão e os donos do mundo

*A solidão de Zaratustra

*Os sete tempos da loucura (Peter pál Pelbart)

*História da loucura – Foucault

*Escutando a esquizofrenia (Assemblages: Félix Guattari e Machinic Animism – Angela Melitopoulos e Maurizio Lazzarato)

*Nise da Silveira e o hotel da loucura – outras formas de escutar e ver

*Megalomania e os sonhos de universalidade da rede da internet

Fabiane M. Borges é psicóloga ensaísta e artista, desenvolve pesquisa sobre arte urbana, performance, movimentos sociais, esquizoanálise, saúde mental. Dedicou sua tese de doutorado a assuntos relativos à cultura espacial, satélites, foguetes, comunicação e programas de apropriação orbital (open source) a partir do ponto de vista de pequenas e médias empresas e hacklabs (faça você mesmo e cultura maker). Faz atendimento terapêutico e tem uma empresa de consultoria com Adriana Veloso (Cosmos Consultoria). Publicou os livros: Domínios do Demasiado (Ed. Hucitec. SP. 2010), Breviário de Pornografia Esquizotrans (Ed. Ex.Libris), Ideias Perigozas (Ed. Des. centro. 2010), Peixe Morto (Org. Ed. Imotirô. 2011). Mantém o site: https://catahistorias.wordpress.com

Página da chamada pro curso:

https://catahistorias.wordpress.com/2015/08/04/curso-de-esquizoanalise-na-casa-nuvem/

e-mail para inscrições: catadores@gmail.com

investimento: $50,00 por módulo

CASA NUVEM – Rua Morais e Vale 18, 20021260 – Beco do Rato – Rio de Janeiro

Site: https://catahistorias.wordpress.com e-mail:

catadores@gmail.com

Dis.Narrativa um texto de Milena Durante, Pedro Rocha e Fabi M. Borges

Fotografia, 20-07-15 - 19.45 #2

Para ler o texto todo, clica aqui dis-narrativa

perguntas despostas

F: Eu estava às voltas com as narrativas da dança da Pina Bauch, e perguntava que história ela está contando? Depois ouvindo Villa Lobos eu queria de novo entender a narrativa da lenda do Uirapurú. Mas a narrativa daquele outro era pós-narrativa. Dizia que não gostava dessas histórias bem contadas. Mas bem cortadas. Gostava de fragmentos pois era assim que funcionava o próprio pensamento.

M: Enquanto sua narrativa é respeitada, você pode existir.

P: Não existir  é : escrever e re-escrever não deixar de não escrever um ex-crêr milagroso; sim tudo existe, até o que não tem esse corpo  vivo  biológico natural. Vivemos nesse e por esse artifício biológico da máquina mesma. Da escritura viva.

M: Sua voz pode existir? Se sim, você está vivo. Se não, você está morto, ou talvez a caminho de estar. A luta de narrativas que vivemos hoje. Uma narrativa na cabeça e uma faca na mão. Ou nas costas. Lutas por poder, não poder poder, mas poder continuar existindo, são as lutas das narrativas. Estamos perdendo as palavras para os especuladores. É uma briga por não morrer e nossas armas são poucas.

F: No final as ideologias são narrativas em disputa, minha narrativa há de enfiar-te a faca! E calar-te a boca!! Estou aqui para te dizer não, e morrer.

Tecnomagia e Tecnoxamanismo na Era da Paranoia

Ando tentando desenvolver algumas ideias sobre a paranoia como modelo subjetivo para pensar a era do super controle, da criptografia, do antropoceno, das mudanças climáticas, etc. Nessa fala que dei em Porto Alegre, dentro do programa Animismo como Teologia Política, encabeçada por Hilan Bensusan e pela Universidade Pósdescolarizada, introduzi algumas ideias a serem mais desenvolvidas nas próximas falas e textos.

A princípio trata-se de pensar um pouco essa transformação pela qual passa a internet, que de uma promessa de formação de redes esquizos, libertárias e universais, se retrai diante do avanço do super controle, e passa a reagir a era do terrorismo, alimentando um comportamento paranoide. Importante salientar que não se trata aqui de psicopatologizar esse comportamento, senão mostrá-lo como um fundamento da subjetividade que desponta. Nesse contexto a tecnomagia, o tecnoxamanismo, etc, entra como uma tentativa de fabricar imaginários, promover a invenção de novas ficções, afim de ampliar a comunidade dos espectros que circundam essas redes. É como uma disputa de imaginários, disputa de modelos de subjetivação.

A guerra ao Terrorismo, desde a queda das torres gêmeas, se constitui como um grande dispositivo de produção de subjetividade e alimenta o medo e a paralisia geral. Snowden e wikileaks como umas das referencias da nova fase dentro do debate sobre redes e internet seriam os novos sacerdotes, despotas, que erguem os novos totens no deserto, segundo o Anti-Édipo, quando fala do modelo paranoico e o modelo esquizo? Como pensar a relação entre produção e paranoia?  Se o modelo paranoico do Anti-Édipo já não nos convém, como pensar esse novo modelo? etc, etc, etc,…

11418298_946275712101628_566058313_n

11108950_949544421774757_1975520319544561993_n

jubilee no CNEC em Osório – Curso de Psicologia

ciclo-osório

ciclo-osório-2

ciclo osório-3

Fui convidada por Rodrigo Lages e Zuleika Costa para abrir o V Ciclo de Cinema e Psicologia na CNEC em Osório no Rio Grande do Sul.

O Tema foi Relações de Gênero, e cada convidadx escolheu um filme para fazer o ciclo das discussões. Escolhi o filme Jubilee do  Derek Jarman (1978).

Esse filme é uma referência da cultura punk e feminista, apesar de ter sido muito criticado por esses grupos na época em que foi lançado. É um filme violento, niilista, profundamente crítico a indústria da música que capitalizava e espetacularizava os movimentos ideológicos. Baita filme!!

MALM – Media Art Lab Mercosul

goethe institute

Fui convidada para participar de um encontro no Instituto Goethe de Porto Alegre chamado MALM

(Media Art Lab Mercosul) junto com Peggy, Fabián, Amaolo, Rainer e Sandra. Nos primeiros encontros, durante o feriado de páscoa em abril de 2015, fizemos 6 dias de brainstorming, apresentando nossos trabalhos e os conceitos usados por cada um. Criamos um quadro de ideias e eles determinaram o segundo encontro, que foi já a criação da exposição.

13780_10153233311624470_6153819538848860771_n 11102759_1632725430293964_521537988348243786_n

11088394_797583956977716_9024612567149213169_n11073463_10152868470127648_6868260240154277768_n

Na segunda fase, quase todos já sabiam o que fazer. O resumo foi ORDEM E CAOS E TECNOMAGIA.

Vídeo feito pelo Pátio Vazio sobre a exposição MALM – https://vimeo.com/128745792

Fotos panorâmicas de abertura –  organizadas por Peggy Sylopp – http://mercosul15.tumblr.com/

Meu trabalho se chamou “Fazer a Cabeça”. Consistia em fazer uma pequena simulação de uma viagem espacial num secador de cabelo profissional antigo. Como não coube dentro do secador todas as luzes, fiz um pequeno espaço imersivo onde a pessoa senta no secador, põe os fones de ouvido e liga um botão vermelho. Ao acioná-lo um totem de luz em frente ao secador liga-se inteiro, são luzes estroboscópicas + luz infravermelha utilizada para cura + luzes a lazer. O som é feito de ruídos de planetas, meteoros, satélites e Espaço Sideral em geral. É uma pequena viagem em uma suposta nave – é para sentar e fazer a cabeça. Fabiane M. Borges + Paulo B. Wayne.

VÍDEO DO FAZER A CABEÇA – 

goethe20150519_110654

20150520_16034620150520_200515 20150520_200544 20150520_200553 20150520_200628 20150520_200641 20150520_200648 20150520_200700

20150521_192035 20150521_192223

20150521_19403320150521_193119

O Outro trabalho se chamou MEGALOMANIA – foi uma peformance vestida de astronauta, junto com Peggy Sylopp, que estava vestida de militar, onde perguntávamos para as pessoas que estavam na abertura da exposição se elas sentiam-se uma força da natureza, se elas sentiam-se vivendo no antropoceno e se achavam que estavam vivendo a era do controle. O resultado da performance virou um vídeo que foi exposto em uma televisão com 2 fones e 2 cadeiras.

Vídeo da Performance MEGALOMANIA –

Fotos da Peformance MEGALOMANIA –

IMG_9901 IMG_9903 IMG_9904 IMG_9905

tumblr_nos6ez7m8W1urifmjo10_540 IMG_9946 IMG_9939 IMG_9930 IMG_9922 IMG_9917 IMG_9915 IMG_9914 IMG_9911

Para quem quiser mais informações – Página do Instituto Goethe – http://www.goethe.de/ins/br/poa/ver/pt14368587v.htm

Mini-Catálogo da exposição MALM – mini-catalogo-malm

LIVRO COPAS LANÇAMENTO CASA NUVEM!!

COPAS 12 Cidade em Tensao RELEASE 01

LIVRO COPAS – 12 CIDADES EM TENSÃO: BAIXE AQUI – http://issuu.com/invisiveisproducoes/docs/livro_copas/1

FOTOS DO LANÇAMENTO NA CASA NUVEM – Beco do Rato, 07/05/2015 no Rio de Janeiro

21810_460987310730292_2192560868291837548_n 1510574_460989450730078_8599641246809628722_n 10176147_460987130730310_1901715225802272573_n 10471087_460987207396969_8316690475972273073_n 10846451_460987120730311_5563728209926687811_n 11042937_460987204063636_8729147030012823463_n 11149372_460987474063609_6725025230436806421_n 11150634_460987287396961_6932679427526058207_n 11167689_460987094063647_400173383031872485_n 11206092_460987304063626_3521664963999841272_n 11218508_460987364063620_8462678953777801516_n 11225368_460987214063635_7365326408450597339_n

Previous Older Entries

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 2,984 other followers

%d bloggers like this: