Tecnomagia e Tecnoxamanismo na Era da Paranoia

Ando tentando desenvolver algumas ideias sobre a paranoia como modelo subjetivo para pensar a era do super controle, da criptografia, do antropoceno, das mudanças climáticas, etc. Nessa fala que dei em Porto Alegre, dentro do programa Animismo como Teologia Política, encabeçada por Hilan Bensusan e pela Universidade Pósdescolarizada, introduzi algumas ideias a serem mais desenvolvidas nas próximas falas e textos.

A princípio trata-se de pensar um pouco essa transformação pela qual passa a internet, que de uma promessa de formação de redes esquizos, libertárias e universais, se retrai diante do avanço do super controle, e passa a reagir a era do terrorismo, alimentando um comportamento paranoide. Importante salientar que não se trata aqui de psicopatologizar esse comportamento, senão mostrá-lo como um fundamento da subjetividade que desponta. Nesse contexto a tecnomagia, o tecnoxamanismo, etc, entra como uma tentativa de fabricar imaginários, promover a invenção de novas ficções, afim de ampliar a comunidade dos espectros que circundam essas redes. É como uma disputa de imaginários, disputa de modelos de subjetivação.

A guerra ao Terrorismo, desde a queda das torres gêmeas, se constitui como um grande dispositivo de produção de subjetividade e alimenta o medo e a paralisia geral. Snowden e wikileaks como umas das referencias da nova fase dentro do debate sobre redes e internet seriam os novos sacerdotes, despotas, que erguem os novos totens no deserto, segundo o Anti-Édipo, quando fala do modelo paranoico e o modelo esquizo? Como pensar a relação entre produção e paranoia?  Se o modelo paranoico do Anti-Édipo já não nos convém, como pensar esse novo modelo? etc, etc, etc,…

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jubilee no CNEC em Osório – Curso de Psicologia

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Fui convidada por Rodrigo Lages e Zuleika Costa para abrir o V Ciclo de Cinema e Psicologia na CNEC em Osório no Rio Grande do Sul.

O Tema foi Relações de Gênero, e cada convidadx escolheu um filme para fazer o ciclo das discussões. Escolhi o filme Jubilee do  Derek Jarman (1978).

Esse filme é uma referência da cultura punk e feminista, apesar de ter sido muito criticado por esses grupos na época em que foi lançado. É um filme violento, niilista, profundamente crítico a indústria da música que capitalizava e espetacularizava os movimentos ideológicos. Baita filme!!

MALM – Media Art Lab Mercosul

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Fui convidada para participar de um encontro no Instituto Goethe de Porto Alegre chamado MALM

(Media Art Lab Mercosul) junto com Peggy, Fabián, Amaolo, Rainer e Sandra. Nos primeiros encontros, durante o feriado de páscoa em abril de 2015, fizemos 6 dias de brainstorming, apresentando nossos trabalhos e os conceitos usados por cada um. Criamos um quadro de ideias e eles determinaram o segundo encontro, que foi já a criação da exposição.

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Na segunda fase, quase todos já sabiam o que fazer. O resumo foi ORDEM E CAOS E TECNOMAGIA.

Vídeo feito pelo Pátio Vazio sobre a exposição MALM – https://vimeo.com/128745792

Fotos panorâmicas de abertura –  organizadas por Peggy Sylopp – http://mercosul15.tumblr.com/

Meu trabalho se chamou “Fazer a Cabeça”. Consistia em fazer uma pequena simulação de uma viagem espacial num secador de cabelo profissional antigo. Como não coube dentro do secador todas as luzes, fiz um pequeno espaço imersivo onde a pessoa senta no secador, põe os fones de ouvido e liga um botão vermelho. Ao acioná-lo um totem de luz em frente ao secador liga-se inteiro, são luzes estroboscópicas + luz infravermelha utilizada para cura + luzes a lazer. O som é feito de ruídos de planetas, meteoros, satélites e Espaço Sideral em geral. É uma pequena viagem em uma suposta nave – é para sentar e fazer a cabeça. Fabiane M. Borges + Paulo B. Wayne.

VÍDEO DO FAZER A CABEÇA – 

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O Outro trabalho se chamou MEGALOMANIA – foi uma peformance vestida de astronauta, junto com Peggy Sylopp, que estava vestida de militar, onde perguntávamos para as pessoas que estavam na abertura da exposição se elas sentiam-se uma força da natureza, se elas sentiam-se vivendo no antropoceno e se achavam que estavam vivendo a era do controle. O resultado da performance virou um vídeo que foi exposto em uma televisão com 2 fones e 2 cadeiras.

Vídeo da Performance MEGALOMANIA –

Fotos da Peformance MEGALOMANIA –

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Para quem quiser mais informações – Página do Instituto Goethe – http://www.goethe.de/ins/br/poa/ver/pt14368587v.htm

Mini-Catálogo da exposição MALM – mini-catalogo-malm

LIVRO COPAS LANÇAMENTO CASA NUVEM!!

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LIVRO COPAS – 12 CIDADES EM TENSÃO: BAIXE AQUI – http://issuu.com/invisiveisproducoes/docs/livro_copas/1

FOTOS DO LANÇAMENTO NA CASA NUVEM – Beco do Rato, 07/05/2015 no Rio de Janeiro

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Fala sobre o Catadores de Histórias na UERJ

Conversa com alunos de Arte da UERJ sobre o coletivo Catadores de Histórias, que nesse momento está em exposição no MAR (Museu de Arte do Rio). A conversa girou em torno do livro Domínios do Demasiado, pegando a parte dos moradores de rua, Cassandra, sem tetos, entre outros. A última parte é uma conversa sobre a Arte e a Instituição – Institucionalização da arte – O que significa estar no museu MAR, etc. Dia 27 de abril/2015 . O Convite veio por parte de Mariana Pimentel e André Sheik.

Áudio – https://archive.org/details/catadoresdehistorias

Peter Sunde na Casa Nuvem

No dia 27 de abril, organizamos uma fala do Peter Sunde sobre a saga do Piratebay… O encontro foi na rua, tinha muita gente, e a discussão rendeu bastante tempo. Antes de começar a conversa, passamos o filme The Piratebay, o que Peter não gostou muito, já que considera o filme dark, autoral demais e chato. Mas o público gostou. Lívia Diniz fez a tradução e foi gostoso e descontraído.

Áudio – https://archive.org/details/peter-sunde-nuvem

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Tecnoxamanismo-Ruidocracia-Ancestrofuturismo – no Capacete

Conversa sobre tecnoxamanismo baseado no texto Prolegômenos para um Possível Tecnoxamanismo

Fala Fabiane M. Borges, Participação de Régis Bailux e Adriano Belisário;

Áudio: https://archive.org/details/tecnoxamanismo-capacete

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