Sunday 03/09/2017 – 18:30

Eisenbahnstrasse, 12 10997 – Berlin

Door – Simone Donha



Co-curators: Simone Donha e diogobo

Artists: Veridiana Zurita e Fabiane M. Borges


Unconscious networks, lineages of signs, typewriters, noise, immersion in the mountains, microphones, a garden, coffee, tobacco, salt statue, disruption of neurotic mirroring, schizophrenic salute to the sun, language efficacy fails, silences are fundamental speeches, kidnapping of the future, mining of dreams, suspension of common gestures, one with dreams the other with sound …

From this fictitious list, two immersive traits: “Don’t Eat the Microphone” and “Dreams Mining”. Veridiana Zurita e Fabiane M. Borges open up a conversation about the “creation of contexts” at the intersection between clinical and contemporary art practices.

DON’T EAT THE MICROPHONE is a practice where voicing is in a constant process of emergence and dissolution. We meet in the garden of the Psychiatric Center Dr. Guislain. We are neurotics and psychotics, artists, therapists, residents and outsiders. The invitation is to meet and share time, to hang around in a mode of listening and enunciation, to get suspended by the undoing of pathologies, to make noise, to voice narratives, to continue the other’s thought, gestures or simply to break it apart. Every week we create a context in between psychiatric and artistic institutions. People are welcome to come and go, enter and exit the session.

Veridiana Zurita is an artistic researcher. She proposes situations in which social roles might be suspended, can be twisted and maybe undone for a little while. Be it in the film Script where she and her mother switch roles between the artist and the psychoanalyst, or in the project Don’t Eat The Microphone in which psychiatric patients and artists gather while blurring the borders between normality and abnormality, or in the film Televizinho where she re-enacts Brazilian soap operas together with no-actors, she invests her practice to the undoing of normative roles.

DREAM MINING – Clinic*Art:  This work is based on the current scientific and theoretical speculative discussions about the era of anthropocene/capitalocene/etc and the ‘end of this world we know’, in contrast to alternative futurologies, animism and post colonization fictions. We create immersives dynamic conducted on different techniques of clinic and art. Dreams, cosmogonies, spectrology, production / listening noises, ritual immersion, self-experimentation, gestualization, fictionalization, performing and storytelling are the basic elements of the immersions. We like to create devices of resistance to the kidnapping of the future, as well as to strengthen the imagination and the dreams (Network of unconscious).

Course at Capacete, Rio de Janeiro/Bra/2016 –  – “Hijacked Futures vx Anti-Hijack of Dreams

Fabiane M. Borges is an artist, psychologist and essayist. Currently she is doing post-doctoral research in Space Culture in Visual Arts at nano/ppgav/eba/ufrj. She works in the intersection between art, technology and subjectivity. Is responsible for the organization of four books about art, internet, hacktivism,  one of the articulators of the technoshamanism network: – blog: 

THE WHO OF THINGS** An Evening of Technoshamanism*

Estamira, Marcos Prado, 2004 (video still)
with a.o. Lucile Dupraz, Nicola Genovese, Piero Good, Fred Hystère, Samuel Koch, Chantal Küng, Melanie Matthieu, Katherine Patiño Miranda, Jonathan Daza Ospina, Romy Rüegger, Riikka Tauriainen, Lucie Tuma, Unisex Salon, Yael Wicki,…
☞ special guest: Fabiane M. Borges (artist, clinical psychologist, essayist and co-organizer of the II International Festival of Technoshamanism in Brazil)
7.30PM INTRODUCTION by Fabiane M. Borges
10PM miscellaneous PRESENTATIONS
A practice which aims ‘to connect new technologies with ancestral ones in order to repair the historical division between the two kinds of knowledge. Technoshamanism intends to create new inputs for unorthodox ways of thinking regarding the development of free technology. Please note, this is not an ‘official meeting’, rather a spontaneous collective browsing through the various appearances, applications, concepts, experiments, embodiments and tropes of technoshamanism.
**(…) Amerindian shamanism is guided by the inverse ideal: to know is to „personify“, to take the point of view of what should be known or, rather, the one whom should be known. The key is to know, in Guimarães Rosa’s phrase, „the who of things“, without which there would be no way to respond intelligently to the question of „why“. The form of the Other is the person. We could also say, to utilize a vocabulary currently in vogue, that shamanic personification or subjectivation reflects a propensity to universalize the „intentional attitude“ accorded so much value by certain modern philosophers of mind (or, more accurately, philosophers of modern mind). To be more precise, since the Indians are perfectly capable of adopting „physical“ and „functional“ attitudes sensu Dennett (1978) in everyday life, we will say that here we are faced with an an epistemological ideal that, far from seeking to reduce „ambient intentionality“ to its zero degree in order to attain an absolutely objective representation of the world, instead makes the opposite wager: true knowledge aims to reveal a maximum of intentionality through a systematic and deliberate abduction of agency. To what we said above about shamanism being a politcal art, we can now add that it is a political art. (…)
Eduardo Viveiros de Castro, Cannibal Metaphysics, p. 60-61
UP STATE, Flüelastrasse 54, 8047 Zurich
☞ save the date: 
ANCESTERFUTURISM. Seminal Thoughts About Technoshamanism
Toni Areal, 3. Floor, Room 3.E08

tecnoxamanismo no deCurators – Brasília


1, 2 e 3 de abril no deCurators (SCLN 412 Bloco C Loja 12 – DF/Brasília)

Fotos do encontro (programas de rádio – oficinas  de transescritura e totem eletrônico – ritual diy):

Fotos do ritual diy (de Mathew Weeb):

Programas de rádio:

Programação completa do evento em pdf: programa-tecnoxamanismo-em-brasilia


Centro Cultural Elefante
deCURATORS, Espaço de Microcuradorias
Galeria Alfinete


Indigenismo, Catástrofes Ambientais e Industriais

“La naturaleza se convierte en la Zona, un espacio donde el tiempo y espacio han sido alterados por la acción humana, y donde al mismo tiempo los sentidos humanos no han evolucionado a la par para percibir estas alteraciones. Se produce una desorientación y una necesidad de recalibrar nuestros sentidos”.     (tese de Pablo de Soto)

Falar de sobrevivência necessariamente passa pela questão indígena. Como diz Eduardo Viveiros de Castro, os povos indígenas são mestres em sobrevivência, já que seus mundos vem sendo exterminados desde a chegada das caravelas.

A pergunta aqui é, quem sobrevive com os índios e quem sobrevive aos índios? Por que o tecnoxamanismo se interessa em acionar o “devir-indio” e que implicações isso tem?

A ideia de tecnologia e desenvolvimento a qualquer custo tem trazido uma série de consequências ambientais, produzindo catástrofes, dizimando comunidades, interrompendo fluxos de rios.

Nos interessa discutir nesse encontro temas relativos a Chernobyl, Fukushima, Lama de Mariana e seus sobreviventes. Como diz Svetlana Alexievich em seu livro Vozes de Chernobyl, “a paisagem de Chernobyl depois do acidente nuclear, se tornou uma imagem do futuro, não do passado”.

A virada da época geológica holoceno para antropoceno tem servido como palco para muitas inquietações políticas, sociais, ecológicas, subjetivas, científicas. A iminência de uma grande catástrofe avassaladora, ou o término lento do mundo que conhecíamos tem levantado vários movimentos de transformação, anti-antropocêntricos, que desejam abrir o pensamento, acionar outros devires, ampliar o espectro, fortalecer o imaginário para criar novos futuros. Isso faz com que muitos de nós nos juntemos de alguma forma aos “sobreviventes” dos mundos destruídos, para aprendermos com eles sobre sobrevivência, enquanto inventamos outras formas de existência, conectando o futuro e a ancestralidade.

O tecnoxamanismo é um movimento que vai nessa direção, de abrir canais de comunicação ancestrofuturistas, fazendo cosmogonias livres, rituais faça-você-mesmo, enquanto desenvolve tecnologias mais ecológicas, menos nocivas, menos destruidoras. Tudo isso exige muito trabalho de sonhos, imaginário, percepção e ações práticas, tecnológicas, eletrônicas e hackers.

É por isso que o tecnoxamanismo ao invés de exercer só um ativismo crítico-racionalista aposta mais incisivamente nas cartas da ficção, hiperstição, incorporação, subjetivação, inconscientização, para colocar em movimento nossa existência cósmica, tão enfraquecida nos dias de hoje, e geralmente cooptada por sistemas de dominação e controle.

Esses e outros temas serão debatidos durante a programação do Encontro de Tecnoxamanismo no deCurators, que culmirá num Ritual (Do It Yourself) ou num levante para uma “Cosmogonia Livre”!

Texto de referência: “Prolegômenos para um Possível Tecnoxamanismo”:

Tags do encontro: performance, ritual diy, cosmogonia livre, indigenismo, animismo, ancestrofuturismo, perspectivismo, antropofagia, tecnoxamanismo, tecnomagia, biohackerismo, criptografia, permacultura, agrofloresta, rádio livre, futuro, ficção, metafísica da lata do lixo, conhecimentos ancestrais, internet, tecnologias diy, afrofuturismo, astrofuturismo.



01/04/2016, 20 hs – deCurators (SCLN 412 Bloco C Loja 12)

Programa de rádio – streaming ice-cast   (Phill Jones & Deva Station & Angel Luis)



Moderação: Fabiane M. Borges

1- Eliete Pereira (pesquisadora do ATOPOS- ECA/USP – Autora do livro Ciborgues Indí – A Presença Nativa no Ciberespaço)

2 – Fabiane Borges (psicóloga, artista, articuladora da rede tecnoxamanismo)

3 – Leila Negalize (afro-futurista, artista visual, ativista)

4 – Verenilde Pereira dos Santos (indígena, indigenista, jornalista, escritora)


02/04/2016, 16 hs –  Galeria Alfinete (CLN 116 Bloco B Loja 61)

Oficina 1 – Preparatória para o ritual

Confirmação de interesse de participação pelo e-mail:


Com Léo Pimentel, Fabiane  Borges e Carol Barreiro

Oficina de produção de narrativas de ficção científica. Os participantes são convidados a entrar em uma viagem de criação de futuros utópicos ou distópicos, que tenham a ver com o tema do encontro, que é: Sobrevivência, Indigenismo, Catástrofes Ambientais e Industriais. A ideia desta oficina é criar elementos para o Ritual (Do It Yourself)


02/04/2016, 20 hs – deCurators (SCLN 412 Bloco C Loja 12)

Programa de rádio – streaming ice-cast ( Phill Jones & Deva Station & Angel Luis)



Moderação: Fabiane M. Borges

1- Angel Luis (fazedor de vídeo e rádio, Baobáxia, Rede Mocambos / Mercado Sul-DF)

2- Adirley Queirós (Diretor de cinema – Branco sai Preto Fica)

3– Edgar Franco / Ciberpagé (artista multimídia, docente do Programa de Mestrado em Cultura Visual da UFG. Pesquisa: Perspectivas Pós-Humanas nas Ciberartes)

4- Hilan Bensusan (filósofo, performer, escritor, professor de filosofia UNB, pesquisador de assuntos relativos à metafísica, ontologia e animismo)

5- Marcos Woortmann (cientista político, permaculturista, ecologista)

6- Phil Jones (programador, artista digital, membro do Calango Hacker Clube)


03/04/2016, 14h –  Elefante Centro Cultural – SCLRN 706, Bloco C, Loja 45

Oficina 2 – Preparatória para o ritual

Confirmação de interesse de participação pelo e-mail:


Com  Phil Jones, Krishna Passos e Gisel Carriconde Azevedo

Oficina de eletrônica (do it yourself ) e preparação do espaço do ritual (luzes, música, vídeo, objetos)

03/04/2016, 19h – Elefante Centro Cultural  SCLRN 706, Bloco C, Loja 45


Os interessados em produzir o ritual deverão fazer parte das oficinas:

Oficina 1: Interescrituras, Transnarrativas, SCI-FI

Oficina 2: Criação Totens Eletrônicos

Obs.: O ritual é aberto para o público.






Para conhecer mais sobre o I Festival Internacional de Tecnoxamanismo acesse os seguintes links:






Emails: ou


SITEs : –









Entrevista com Fabi Borges sobre o crownfunding do tecnoxamanismo

Outras repercussões


Do dia 23 ao dia 30 de abril de 2014 acontece o Festival de Tecnoxamanismo em Arraial d’Ajuda.

A ideia de fazer o Festival de Tecnoxamanismo parte da necessidade de se criar respostas para o nosso tempo, regido pelo período antropoceno, nome que se dá para a atual idade da Terra, onde a tecnologia, industrialização e meios de produção dos humanos acabaram por transformar a superfície da Terra em um espelho de si mesmo, tendo como consequência o fim das florestas, o extermínio constante dos modos de existência indígena, a deterioração dos rios e dos oceanos, o declínio da biodiversidade e nossa infelicidade geral. Se faz necessário criar novos formatos de desenvolvimento a partir de uma nova ontologia, onde a Terra seja vista como agente político e os fazeres humanos convirjam com os desejos de GAIA.
Algumas perguntas:

Quais táticas possíveis podemos produzir para promover uma melhor negociação entre tecnologia e natureza? Como lidar com os conhecimentos ancestrais? Quais relações podemos estabelecer com as aldeias? Que rituais nos ajudam a ampliar nossa percepção sobre a inteligencia e a sensibilidade da natureza? O que o xamanismo tem a nos ensinar? Como aproximar a tecnologia e o xamanismo?

Nesse festival acolheremos propostas que ajudem a construir novas respostas para a atual crise ambiental e a decadência do humano. Atuaremos no sentido de criar e manter coletivamente uma rede de colaboração entre projetos, nacionais e internacionais, que atuem no sentido da transformação de práticas e pensamentos, modos de vida e condição humana.
Propostas que interessam ao Festival:’

Entra nesse processo projetos voltados a ética, estética, tecnologia, cosmogonia, novas fabulações, desenvolvimento humano, modos indígenas, visão xamânica, práticas experimentais, técnicas ritualísticas, processos permaculturais, medicinais, tecnologias de acesso a outras formas de vida, inter-relação entre humano e matéria, humano e natureza, experimentos sonoros, visuais, artísticos, oficinas, workshops, discussões, debates, construções conceituais, protótipos eletrônicos, ações de hacklab e midialab, rádio livre, processos involucionários, projetos de futuro, entre outros.