Fala sobre o Catadores de Histórias na UERJ

Conversa com alunos de Arte da UERJ sobre o coletivo Catadores de Histórias, que nesse momento está em exposição no MAR (Museu de Arte do Rio). A conversa girou em torno do livro Domínios do Demasiado, pegando a parte dos moradores de rua, Cassandra, sem tetos, entre outros. A última parte é uma conversa sobre a Arte e a Instituição – Institucionalização da arte – O que significa estar no museu MAR, etc. Dia 27 de abril/2015 . O Convite veio por parte de Mariana Pimentel e André Sheik.

Áudio – https://archive.org/details/catadoresdehistorias

Peter Sunde na Casa Nuvem

No dia 27 de abril, organizamos uma fala do Peter Sunde sobre a saga do Piratebay… O encontro foi na rua, tinha muita gente, e a discussão rendeu bastante tempo. Antes de começar a conversa, passamos o filme The Piratebay, o que Peter não gostou muito, já que considera o filme dark, autoral demais e chato. Mas o público gostou. Lívia Diniz fez a tradução e foi gostoso e descontraído.

Áudio – https://archive.org/details/peter-sunde-nuvem

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Tecnoxamanismo-Ruidocracia-Ancestrofuturismo – no Capacete

Conversa sobre tecnoxamanismo baseado no texto Prolegômenos para um Possível Tecnoxamanismo

Fala Fabiane M. Borges, Participação de Régis Bailux e Adriano Belisário;

Áudio: https://archive.org/details/tecnoxamanismo-capacete

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Entrevista de Fabi Borges na Rádio Clube – Bagé por Lorena Sanches

Lorena Sanches, radialista da rádio Clube de Bagé faz uma entrevista sobre Arte e Órbita, exposição curada por Fabi Borges e Pedro Soler no CAC – Centro de Arte Contemporaneo – Quito Equador e sobre a tese de doutorado da Fabi chamada Cultura Espacial.

https://archive.org/details/EntrevistaDeLorenaSanchesComFabiborges

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Conversatório – Tecnoxamanismo – Porto Alegre

Dia 02/04 fizemos um conversatório sobre tecnoxamanismo na Pinacoteca Bar em Porto Alegre. Fizemos um chamamento através da internet e apareceram várias pessoas interessantes, dispostas a pensar o conceito e dar ideias.

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Aqui está a gravação do debate:

https://archive.org/details/tecnoxamanismo-ideias-cutups-portoalegre

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Entrevista revista Continente

Por Priscilla Campos para Fabiane M. Borges

Para ler a entrevista na íntegra, aqui: entrevista-revista-continente

3) Quais são as definições do pornoterrorismo?

Eu, Carola Gonzáles e Ana Girardello estamos traduzindo o livro de Diana Torres (Pornoterrorismo) para o português, que pretendemos lançar ainda em 2015. As principais linguagens são: escrita, performance, vídeo e intervenção (urbana, pública, em encontros). Os conteúdos ou definições são complexos, mas existe a ideia do desvio do terrorismo político para a sexualidade, apontando ao mesmo tempo uma crítica contra a fabricação de terroristas por parte dos Estados e meios midiáticos, e também uma provocação a sociedade em geral, ao produzir uma sexualidade feminista ativa, agressiva, que relaciona o erotismo com os estados de guerra e de violação com o qual convivemos, para criar tensão e pensamento.

Afora a questão do terrorismo, existe uma busca pela inversão do projeto de mulher produzido pelos homens historicamente, então essas aparições agressivas surpreendem as pessoas, pelo excesso de honestidade e também de diversidade. Um dos trabalhos que mais gosto é quando o pornoterrorismo juntou dezenas de mulheres para se masturbar em praça pública em Barcelona, dizendo que as mulheres deveriam se masturbar do modo como elas faziam sozinhas, e só pararem quando gozassem. Esse ataque estético parece inocente, se não fosse um legítimo terrorismo, já que não se espera que as mulheres se masturbem de modos tão diferentes dos que os propagados pela cena pornográfica heteronormativa. Tem também a questão da vingança histórica, a vingança contra os gozos trancados de suas avós, as que eram subjugadas a uma sexualidade de machos, de modo que conclamam o nome de suas antepassadas e se masturbam ou transam publicamente oferecendo o gozo como uma oferenda. É um sacrifício tudo isso, e uma glória. É uma sexualidade publicizada, na linha da pornografia, mas que trata o gozo de modo feminista, mostrando abertamente erotismos, fetiches, desejos sexuais que não estão protocoladas no cardápio da cena erótica habitual. O lesbianismo, o amor entre mulheres é uma questão preponderante no caso do que conheci na Espanha, que mistura o cuidado e a delicadeza com cenas muito fortes ligadas a perfurações, múltiplas penetrações, bondage, travestimento. Em meio a essa cena lésbica decisiva também tem a produção de grupos heterosexuais, transexuais, trangêneros, queers em geral.

Gosto muito do aspecto colaborativo entre essa rede, os eventos, os encontros, as sex parties. Na verdade isso tudo faz parte de um processo, já que são muitos anos de militância e o movimento foi mudando de cara ao longo de todos esses anos. Hoje em dia as participantes do evento pós pornográfico já atuam em outros espaços da sociedade, seja na arte, na academia, no mercado, elas deixaram um legado potente em literatura, vídeo, mídias para as novas gerações. Algumas delas continuam trabalhando com feminismo, sexualidade de forma muito intensa ainda como o coletivo Post-op que atua com pós pornografia com pessoas com deficiências físicas ou mentais, fazendo projetos de desenvolvimento sexual com elas. Diana Torres que acabou de lançar seu novo livro “Coño Potens” e continua com a mostra marrana (mostra de cinema pós pornográfico), Quimera Rosa que está atuando com body noise e relação transespécie, Maria Llopis que está na campanha e publicação do livro “Maternidade Subversiva”, entre outras não citadas aqui, ou seja, muitas delas continuam super potentes e produzindo materiais relacionados ao pós porno. Beatriz Preciado (agora Paul Beatriz Preciado), é uma grande teórica desse movimento, que inspira muita gente a se aventurar nas delícias da pós pornografia. Ela as vezes tem problemas com ativistas por ser acadêmica, mas ao meu ver é uma das melhores acadêmicas que existem, pois sua vida e seu pensamento se sustentam com sua própria experiência, trazendo à tona vivências pessoais para pensar a sexualidade contemporânea, o que é pouco comum no meio acadêmico. O cricricri dos descontentes é inevitável.

Costureiras de Fantasias – A Pena Azul

Toda pós pornografia não dizia o suficiente do composto orgânico que existia depois da imagem das ancas largas, das ervas e temperos que saiam pelos cabelos, pelas pontas dos dedos, pelos pubianos quando o botão era acionado com tato. Mas essa inversão era perspectivismo, o clitóris ser o centro do mundo, a tal inversão ontológica. Papo reto com Sr. Colombo: a América já era bem povoada antes do Sr. Colombo dedilhar os pequenos lábios de sua vulgívaga, por índias que sim conheciam o clitóris, assim como conheciam botãozinhos de fios nervosos bem menores e excessivos por todo o corpo. A pena azul de ganso falso atiçando delicadamente a conjunção de fios nervosos. Que perda!

costureiras de fantasias

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