Entrevista de Fabi Borges na Rádio Clube – Bagé por Lorena Sanches

Lorena Sanches, radialista da rádio Clube de Bagé faz uma entrevista sobre Arte e Órbita, exposição curada por Fabi Borges e Pedro Soler no CAC – Centro de Arte Contemporaneo – Quito Equador e sobre a tese de doutorado da Fabi chamada Cultura Espacial.

https://archive.org/details/EntrevistaDeLorenaSanchesComFabiborges

radioclubebage

Conversatório – Tecnoxamanismo – Porto Alegre

Dia 02/04 fizemos um conversatório sobre tecnoxamanismo na Pinacoteca Bar em Porto Alegre. Fizemos um chamamento através da internet e apareceram várias pessoas interessantes, dispostas a pensar o conceito e dar ideias.

tcnxmnsm-convite

Aqui está a gravação do debate:

https://archive.org/details/tecnoxamanismo-ideias-cutups-portoalegre

17112_10153236614339470_5342175132423174519_n 18703_10153236616704470_8810500662489654381_n 22183_10153236613569470_4315226409984885113_n 10410927_10153236615664470_834473435230121447_n 10435067_10153236614169470_4648909385202559874_n 10461318_10153236613364470_6956247949200859486_n 11084241_10153236613224470_1566522948249920741_n 11128204_10153236612309470_5514524744876449983_n

Entrevista revista Continente

Por Priscilla Campos para Fabiane M. Borges

Para ler a entrevista na íntegra, aqui: entrevista-revista-continente

3) Quais são as definições do pornoterrorismo?

Eu, Carola Gonzáles e Ana Girardello estamos traduzindo o livro de Diana Torres (Pornoterrorismo) para o português, que pretendemos lançar ainda em 2015. As principais linguagens são: escrita, performance, vídeo e intervenção (urbana, pública, em encontros). Os conteúdos ou definições são complexos, mas existe a ideia do desvio do terrorismo político para a sexualidade, apontando ao mesmo tempo uma crítica contra a fabricação de terroristas por parte dos Estados e meios midiáticos, e também uma provocação a sociedade em geral, ao produzir uma sexualidade feminista ativa, agressiva, que relaciona o erotismo com os estados de guerra e de violação com o qual convivemos, para criar tensão e pensamento.

Afora a questão do terrorismo, existe uma busca pela inversão do projeto de mulher produzido pelos homens historicamente, então essas aparições agressivas surpreendem as pessoas, pelo excesso de honestidade e também de diversidade. Um dos trabalhos que mais gosto é quando o pornoterrorismo juntou dezenas de mulheres para se masturbar em praça pública em Barcelona, dizendo que as mulheres deveriam se masturbar do modo como elas faziam sozinhas, e só pararem quando gozassem. Esse ataque estético parece inocente, se não fosse um legítimo terrorismo, já que não se espera que as mulheres se masturbem de modos tão diferentes dos que os propagados pela cena pornográfica heteronormativa. Tem também a questão da vingança histórica, a vingança contra os gozos trancados de suas avós, as que eram subjugadas a uma sexualidade de machos, de modo que conclamam o nome de suas antepassadas e se masturbam ou transam publicamente oferecendo o gozo como uma oferenda. É um sacrifício tudo isso, e uma glória. É uma sexualidade publicizada, na linha da pornografia, mas que trata o gozo de modo feminista, mostrando abertamente erotismos, fetiches, desejos sexuais que não estão protocoladas no cardápio da cena erótica habitual. O lesbianismo, o amor entre mulheres é uma questão preponderante no caso do que conheci na Espanha, que mistura o cuidado e a delicadeza com cenas muito fortes ligadas a perfurações, múltiplas penetrações, bondage, travestimento. Em meio a essa cena lésbica decisiva também tem a produção de grupos heterosexuais, transexuais, trangêneros, queers em geral.

Gosto muito do aspecto colaborativo entre essa rede, os eventos, os encontros, as sex parties. Na verdade isso tudo faz parte de um processo, já que são muitos anos de militância e o movimento foi mudando de cara ao longo de todos esses anos. Hoje em dia as participantes do evento pós pornográfico já atuam em outros espaços da sociedade, seja na arte, na academia, no mercado, elas deixaram um legado potente em literatura, vídeo, mídias para as novas gerações. Algumas delas continuam trabalhando com feminismo, sexualidade de forma muito intensa ainda como o coletivo Post-op que atua com pós pornografia com pessoas com deficiências físicas ou mentais, fazendo projetos de desenvolvimento sexual com elas. Diana Torres que acabou de lançar seu novo livro “Coño Potens” e continua com a mostra marrana (mostra de cinema pós pornográfico), Quimera Rosa que está atuando com body noise e relação transespécie, Maria Llopis que está na campanha e publicação do livro “Maternidade Subversiva”, entre outras não citadas aqui, ou seja, muitas delas continuam super potentes e produzindo materiais relacionados ao pós porno. Beatriz Preciado (agora Paul Beatriz Preciado), é uma grande teórica desse movimento, que inspira muita gente a se aventurar nas delícias da pós pornografia. Ela as vezes tem problemas com ativistas por ser acadêmica, mas ao meu ver é uma das melhores acadêmicas que existem, pois sua vida e seu pensamento se sustentam com sua própria experiência, trazendo à tona vivências pessoais para pensar a sexualidade contemporânea, o que é pouco comum no meio acadêmico. O cricricri dos descontentes é inevitável.

Costureiras de Fantasias – A Pena Azul

Toda pós pornografia não dizia o suficiente do composto orgânico que existia depois da imagem das ancas largas, das ervas e temperos que saiam pelos cabelos, pelas pontas dos dedos, pelos pubianos quando o botão era acionado com tato. Mas essa inversão era perspectivismo, o clitóris ser o centro do mundo, a tal inversão ontológica. Papo reto com Sr. Colombo: a América já era bem povoada antes do Sr. Colombo dedilhar os pequenos lábios de sua vulgívaga, por índias que sim conheciam o clitóris, assim como conheciam botãozinhos de fios nervosos bem menores e excessivos por todo o corpo. A pena azul de ganso falso atiçando delicadamente a conjunção de fios nervosos. Que perda!

costureiras de fantasias

Sobre Zona de Poesia Árida

fabi e elida

“Essa mostra Zona de Poesia Árida, tal qual a Poéticas do Dissenso não parece ser a coisa mais tranquila do mundo. Trazer a arte política, ou a intervenção urbana pra dentro do contexto do museu, principalmente sendo ele o MAR, que tem um histórico de gentrificação e de remoção de pessoas durante sua construção, sempre provocou muitos questionamentos. Eu queria falar um pouco dessas críticas que fazem a nós, para podermos pensá-las, sem ignorá-las, muito menos nos defender delas, mas como tentativa de aprofundar esses questionamentos, essas críticas, pensar em nossa decisão, que implicações isso tem, qual o teor da nossa aposta”.

Texto de Fabiane Borges e Élida Lima – Aqui:  sobre Zona de Poesia Árida

ZONA DE POESIA ÁRIDA

Foi bom encontrar os amigos de São Paulo no Zona de Poesia Árida – onde 16 coletivos de Arte de São Paulo expuseram

as obras de cerca de 15 anos de trabalhos, no museu MAR (Museu de Arte do Rio). Através de um projeto de coleção da Funarte, as obras foram vendidas para o MAR, que criou o acervo Zona de Poesia Árida.

A curadoria foi de Túlio Tavares e Daniel Lima, que chamaram os coletivos: A Revolução Não Será Televisionada, Bijari, Catadores de Histórias, Companhia Cachorra, Cobaia, Contra-filé, Dragão da Gravura, Eia, Elefante, Esqueleto Coletivo, Espaço Coringa, Frente três de Fevereiro, Mico, Nova Pasta, Ocupacidade, Políticas do Impossível.

Um panorama do intenso papel de arte política a partir do ano 2000. Zona de Poesia Árida fica em exposição de 27/01 a 31/05 no MAR – . Mas a Coleção fica permanentemente no Museu.

Eu e Élida Lima escrevemos um texto sobre isso tudo – https://catahistorias.files.wordpress.com/2015/01/sobre-zona-de-poesia-c3a1rida1.pdf

Aqui o vídeo da abertura, onde os coletivos falaram dos seus trabalhos e conceitos por traz deles. (29/01/2015)

Fizemos também uma rádio debate – que teve problema de som, porque fazia muito barulho no lugar escolhido, devido as construções do Porto Maravilha. Foram levantados três temas, pautados por três coletivos diferentes: Gentrificação, Poéticas delirantes e história da arte e Que tipo de redes somos.

Vídeo da rádio debate feito pela Midia Ninja

http://us.twitcasting.tv/midianinja/movie/137312344

Áudio do rádio debate feito pelo Daniel Lima

Aqui algumas fotos do evento:

11025_894815870580722_5477502063268441585_n 1528462_888317224563920_5186265595296326598_n 1545837_894815867247389_462338532471226358_n 1610876_894816447247331_5105747043185655763_n 1622001_887815501280759_3460437577881547521_n 1689247_894816363914006_3317688684025261347_n 1924574_887813487947627_6052259984936703656_n 10255214_894816210580688_8503240315870391063_n 10366215_894816330580676_6707321295182965098_n 10384698_887813531280956_4587530419581899980_n 10408699_894816093914033_1972914726988789205_n 10428453_891304710931838_2827176184308905692_n 10487564_888335717895404_2503168777150531698_n 10923330_894816047247371_7644974422581049475_n 10929554_887813741280935_7718747911170456339_n 10930860_887813147947661_1067103915384916219_n 10934014_894816560580653_1014604226596364796_n 10940561_888316981230611_7250811428192014814_n 10940988_886705091391800_7998857101748710773_n 10940988_888376151224694_4553813863830405063_n 10942495_894816643913978_1931446108836464063_n 10947164_888375611224748_7871517162982656415_n 10955346_889276187801357_3348665327376884897_n 10958557_894816470580662_4531306663744998169_n 10958833_894816610580648_7376359457874425873_n 10959575_894816397247336_894619586451779442_n 10959660_894816527247323_6190631691930367304_n 10959704_894816107247365_4230181744799489406_n 10959829_891304707598505_1871920805702735074_n 10959870_894816287247347_3486453684162162375_n 10968489_894816283914014_2218870214964112783_n 10978600_894816507247325_5885098511024701549_n 10984162_894816310580678_6711113863626534802_n 10985528_894816250580684_8977721361109181859_n

Divagações sem pretensões – 16 pontos para pensar a arte, a mendicância e a ruidocracia

Qual poder existe sem risco? Nessa caminhada ao sucesso e reconhecimento suas antigas urgências vão dando lugar a uma sensação de que habita um lugar ainda arriscado, mas sua urgência já não é pela vida em si mesma, nem pelo mundo, é por si mesmo. Vira uma marca, um logo, precisa fazer esse logo dominar o mundo, ou a queda iminente se apresentará com suas
garras de abismo. Ele urge, de um outro jeito, ainda reconhece possuir a pressa, o desespero, a vontade de poder e de mudança, mas precisa fazer tudo isso caber dentro do seu deadline.

Divagações sem pretensões – 16 pontos para pensar a arte, a mendicância e a ruidocracia

Previous Older Entries Next Newer Entries

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 2,958 other followers

%d bloggers like this: