Dis.Narrativa um texto de Milena Durante, Pedro Rocha e Fabi M. Borges

Fotografia, 20-07-15 - 19.45 #2

Para ler o texto todo, clica aqui dis-narrativa

perguntas despostas

F: Eu estava às voltas com as narrativas da dança da Pina Bauch, e perguntava que história ela está contando? Depois ouvindo Villa Lobos eu queria de novo entender a narrativa da lenda do Uirapurú. Mas a narrativa daquele outro era pós-narrativa. Dizia que não gostava dessas histórias bem contadas. Mas bem cortadas. Gostava de fragmentos pois era assim que funcionava o próprio pensamento.

M: Enquanto sua narrativa é respeitada, você pode existir.

P: Não existir  é : escrever e re-escrever não deixar de não escrever um ex-crêr milagroso; sim tudo existe, até o que não tem esse corpo  vivo  biológico natural. Vivemos nesse e por esse artifício biológico da máquina mesma. Da escritura viva.

M: Sua voz pode existir? Se sim, você está vivo. Se não, você está morto, ou talvez a caminho de estar. A luta de narrativas que vivemos hoje. Uma narrativa na cabeça e uma faca na mão. Ou nas costas. Lutas por poder, não poder poder, mas poder continuar existindo, são as lutas das narrativas. Estamos perdendo as palavras para os especuladores. É uma briga por não morrer e nossas armas são poucas.

F: No final as ideologias são narrativas em disputa, minha narrativa há de enfiar-te a faca! E calar-te a boca!! Estou aqui para te dizer não, e morrer.

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