começando a pesquisa em london

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Vim pra Londres pra aprofundar minha pesquisa de doutorado que é sobre redes sociais ligadas a arte, comunicação e tecnologia. Faço doutorado em psicologia clinica na Puc-SP, e me embrenho pelos caminhos da produção de subjetividade que a rede de ativistas globais tem costruido através da internet, de festivais, de criação de coletivos, etc. Consegui uma bolsa sanduiche no Brasil (Capes – PDEE) pra bancar essa façanha. Os primeiros meses foi dificil porque não chegava o dinheiro da bolsa, mas deu tudo certo.

Quando cheguei em Londres tive um choque térmico, senti muito frio e tudo me parecia frio, as pessoas, as conversas, os ambientes, o tratamento aos fumantes, as conversas acadêmicas. Fiquei na casa da Gisel e do Phill e Hilan, que eram as coisas mais quentes de toda cidade para mim. Flufys, sairam de bicicleta comigo, me apresentaram cidade e coisas e resolveram grande parte dos meus problemas burocráticos.

Logo conheci Susan Kelly, orientadora da minha pesquisa na Goldsmiths. Irlandesa,  bom senso de humor, me introduziu rapidamente ao seu coletivo carriot (cenouras) aos amigos, e montou um esquema de grupos e coisas interessantes para eu conhecer. Logo fui arremessada a toda espécie de manifestações, demonstrations, máscaras e métodos de resistencia à policia. Estava acontecendo os cortes do governo à educação, arte, e isso estava crescendo. Muitas pessoas como a Susan e Alberto Toscano, quanto outros que ainda não conhecia, estavam felizes com as perspectivas que o movimento estava inaugurando: pessoas nas ruas, juventude criando novas formas de protesto. O movimento “antiglobalização” estava sendo reascendido de forma inusitada e com participação de grupos das periferias, imigrantes, filhos de imigrantes, no borders, etc. Apesar do frio, essas manifestações me levaram a conhecer muita gente e grupos e me senti a vontade com o que estava acontecendo politicamente na Inglaterra.

As manifestações era um modo de atualizar as lutas da década passada, e também reformular os processos de organização, que contavam aqui com a inexistencia do grande lider, a grande voz, muito pelo contrario, os que queriam exercer a lideranca eram bem criticados e vaiados nos encontros, isso apontava para algo novo no cenario das lutas politicas, e indicava tendencias bem mais organicas do que as que se teve no passado.

Alguma fotos que tirei de demosntrações:  http://www.facebook.com/album.php?aid=275484&id=598339469&l=652141d584

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