Resultados da Residência no Platohedro – Jaquer Escool – Medellín

Residência de três semanas, onde trabalhamos a ideia de FICÇÃO E RUIDOCRACIA, com o mote do tecnoxamanismo. Entramos em processo ritual.

1º) mostra dos meus trabalhos pregressos, e minhas referências intelectuais, de onde eu parto, qual tem sido as fantasias que tem aparecido, em que isso pode contribuir com as pessoas, etc.

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2º ) Criação do ritual – que se passou como um rito de iniciação para vampiros – uma experiência com o ruído a partir do silêncio da voz, em conexão com os  circuitos eletônicos e da experiência física. Não foi aberto ao público. Só participou quem estava inscrito nas oficinas. Um a um passaram pelo processo de iniciação, e os iniciados iniciavam os outros, e assim sucessivamente, até virar uma janta de vampiros iniciados.

aqui o vídeo.

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3º) Uma apresentação de ruídos no evento El Suche, que acontece a 8 anos –  fora do Platohedro, em um bar. Lá passamos imagens e fizemos um show de vampiros… foi legal porque a catarse sonora da primeira experiência (cena de los vampiros) deu espaço pra um som que foi procurando conversar…pARA OUVIR:  uma conversa entre circuitos de vampiros.

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4) Aqui o texto que fiz sobre toda essa experiência ”  ritual no patrohedro

É nesse lugar do antropoceno que a nova geração de vampiros produz a corrogênese. Seu modesto papel de recicladores da Terra. Corroem as estruturas da civilização, com seus processos alquímicos e dissolventes.Sua ação árdua e estimulante de resgatar o animismo debaixo do lixo civilizatório. Talvez um dos seus primeiros passos para isso seja ouvir os resíduos. Porque vampiro é morcego, se orienta por barulhos, por ecos. Detectam através de ondas ultrassônicas a localização daquilo que parece estar invisível.

Ruidocracia y Ficción y Reación en Cadena en el SUICHE

Suiche é uma casa de concertos voltado ao noise e a experimentação eletrônica em Medellín… Fomos convidadas para fazer uma ação com os vampiros nessa terça feira 09/09/2014. Não vamos conseguir fazer o ritual todo que fizemos no Platohedro, mas vamos dar uma palhinha com circuitos e nossas roupas de vampiros.  Sobre o porque o vampiro foi escolhido como figura da vez, não sabemos ainda, mas estamos já em discussão sobre o que nos levou a eles, estamos em plena produção da ópera dos morcegos. Quem vai participar é a galera que fez as oficinas de ficção e ruidocracia no Platohedro, e que já estão na experimentação ruidocrática a um tempo. Muito feliz de estar participando desse processo de formação da Hacker School do platohedro – http://platohedro.org/?p=2201

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Acá, el sonido que hiciemos : https://archive.org/details/JaquerEsCoolEnElSuiche en EL SUICHE - Medellín –  Con ruídos, ciruitos, circuit bending, guitarra, flauta indígena, projeção de imagens:

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Sem etnia e com o Faro Aguçado

Texto para o Outras Palavras – Coluna Fêmea

Também era companheira, emprestava o ouvido para as histórias mais tristes, dormia junto com os solitários, com as vazias, fazia massagem, falava asneira. Criou uma rede interdependente, com quem contava nos dias de seca, sem dinheiro, sem abrigo, quando bêbada perdia a hora, o celular, a entrada, a dignidade, quando toda sua pobreza pesava. Era frequentadora dos abismos. Apesar do nariz empinado lhe levar pro alto, para as festas mais badaladas, para as classes menos operárias, pro champanhe de graça com fartos comentários sobre cinema e bolsa de valores, não era raro voltar ao lugar de origem, o abismo. Naquele lugar ficava mais atenta ao eco do mundo, se irmanava com os desvalidos, com as que não tinham força pra conseguir com aquilo tudo que era prometido na televisão. Ela sabia que era feita para viver como larva, toda sua condição existencial a levava nesse sentido. O lugar onde a gravidade puxa mais forte. E assim, rente ao chão por vezes chorava. Não sofria só por si mesma e seus companheiros fodidos, mas também pelas plantinhas que já não existiam na volta do poço sem fundo, não havia mais árvore para acolher sua dor, a beira do abismo era um cemitério de árvores. A fumaça sufocava o grande buraco junto com o barulho da fábrica. Não havia consolo ali, apesar de saber que era dali que tinha brotado, como um pasto mil vezes ruminado e por fim expelido pelo reto de algum bode desalmado. Era difícil fazer poesia ali.

Para ler mais, aqui:

http://pt.scribd.com/doc/238237135/Sem-Etnia-Do-Faro-Agucado

Un Café con los Arquetipos – Charla en Centro C. G. Jung – Medellín

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http://www.jungcolombia.com/2013/05/centro-c-g-jung-de-medellin-quienes.html

“Tecnochamanismo”. Un conversatorio con entrada libre este lunes en el Centro C. G. Jung de Medellín.
inscripciones en eventos@jungcolombia.com.

Sobre Fabiane Morais Borges:

Fabiane Morais Borges es artista, investigadora y Doctora en psicología del PUC (Sao Paulo, Brasil) y Goldsmiths University (London, UK). Su tesis doctoral es sobre la Cultura Espacial (satélites, cohetes y ocupación espacial por grupos autónomos).

Fabiane trabaja en arte, comunicación y tecnología, tiene larga experiencia teatro y performance al seno de diversos grupos. Fue organizadora de eventos en Brasil como ACMSTC (Arte Contemporânea no Movimento dos Sem Tetos do Centro) en 2003, Submidialogia de 2005 a 2010, El Primer Festival Internacional de Tecnochamanismo en 2014 y Proyecto Copas -12 ciudades en tensión en 2014.

Es autora de 2 libros (Domínios do Demasiado 2010, Breviário de Pornografia Esquizotrans 2010) y ha coordinado otros 2 sobre arte, comunicación y tecnología (Ideias perigozas 2010 – Peixe Morto 2011). Actualmente vive en Rio de Janeiro.

Ficción y Ruidocracia – Residência no Platohedro – Medellín

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Estou indo para Medellín, para fazer uma residência e desenvolver um projeto chamado Ficción y Ruidocracia no Platohedro (plataforma creativa  y colaborativa de cultura libre). Vai ser a criação de uma ficção baseada em processos ruidocráticos (noise, silêncio, invenção de som, gravação de sons existentes, emissão sonora, etc).

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Imagens do trabalho feito em Bogotá – no Congreso de Mujeres, tecnología y cultura libre  junto com Juliana Dorneles.

A última vez que fui para a Colômbia foi para o I Congreso Nacional de Mujeres, Tecnologia y Cultura Libre, ocorrido em Bogotá em setembro de 2012. Fui com Juliana Dorneles para participar do congresso e desenvolver uma oficina chamada “Oficina de Esquizoanálise: Erotismo, Humor e Abandono – Uma Metodologia Compartilhada/ Dinâmica Ativa. Essa ação foi super interessante, de caráter imersivo, ficcional e clínico, feita em várias etapas, com a participação de Vanessa Michelis no som, o que contribuiu muito para o ambiente ruidocrático.

Agora na residência no platohedro, quero aprofundar essas linguagens que tenho desenvolvido já há alguns anos, ora chamando de tecnoxamanismo, ora de processos imersivos, outras de arte, clínica e imersão, e assim vão trocando os nomes conforme os ambientes e as demandas. A questão é que sempre busco um processo imersivo junto a uma experiência subjetiva que resulte num resultado estético – (não necessariamente nessa ordem).

Aqui enumero alguns dos trabalhos que realizei, dos quais estou tentando extrair o sumo!!

* Processos Imersivos – (Programa Nacional DST/Aids – Rede de trabalhadores que atuam com crianças e adolescentes em situação de risco social – com Bijari, Giuliano Obici, Alessandra Galasso, Rafael Adaime, São Paulo -2004) – https://www.youtube.com/watch?v=D-2vBrx_D-c

* Tecnoshamanist performance ritual – photonovel – Goldsmiths University of London- com Camila Melo e Phil Jones Inglaterra/2011  – https://www.youtube.com/watch?v=yrm9BecVk0E – imagens da foto novela – https://plus.google.com/photos/108094216176169619701/albums/5705291968262937841

* Portrait Ritual Performance – com Camila Mello – Manchester – outubro/2011) – https://www.youtube.com/watch?v=EF7iQpy8EG4

*  Raptos – Summerlab/ Gijon – Espanha – 2011 – com Camila Mello – https://vimeo.com/28709342

* Brujas de la calle – Piedras Blancas – Espanha- 2011 – com Camila Mello – https://vimeo.com/28734197

* Caixa tecnoxamânica – Curitiba – Bicicletaria Cultural – com Glerm Soares e Simone Bitencourt – 2012 – https://plus.google.com/photos/108094216176169619701/albums/5784475210994831057

* Tecnoxamanismo na Aldeia Maracanã – Rio de Janeiro – com os participantes do curso de extensão sobre tecnoxamanismo feito na ECO da UFRJ novembro/ 2013 – https://plus.google.com/photos/108094216176169619701/albums/5947707478340763089?authkey=CLflzfDsuq_X7AE

* Lab Práticas Rituais e Tecnoxamanismo – Instituto Goethe – São Paulo – 2014 — https://plus.google.com/photos/108094216176169619701/albums/5997721290857330945?authkey=COSP5rqp7-OIGQ

entre outros….

Os Anseios das Cunhãs

Regina Lúcia Azevedo, diretora do média metragem Os Anseios das Cunhãs (20 a 30 de julho/2014), me convidou para participar das filmagens como treinadora de elenco. Fizemos três dias intensivos de oficinas baseados em esquizodrama, processo imersivo, trabalho de texto e voz na Casa do Cinema em Manaus. Foi muito bacana conhecer as pessoas, as cunhãs locais e de outros lugares como de Fortaleza.

Também fizemos contato com as Amazonas da APAM (Associação das Prostitutas da Amazônia)

 

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Reportagens e links

Começam as filmagens do curta amazonense os anseios das cunhãs

http://www.portalamazonia.com.br/cultura/variedades/comecam-as-filmagens-do-curta-amazonense-os-anseios-das-cunhas/

 

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Aqui umas fotos

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PROJETO COPAS – 12 CIDADES EM TENSÃO

PROJETO COPAS – 12 CIDADES EM TENSÃO –  Brasil – junho 2014

Durante a copa, fizemos um projeto chamado PROJETO COPAS – 12 CIDADES EM TENSÃO. A ideia foi fazer uma cartografia que se tornará uma publicação, mostrando as tensões, insurgências, manifestações estéticas e políticas que aconteceram nas 12 cidades que sediaram a Copa do Mundo.

Foram convidados artistas e coletivos de arte das 12 cidades, e  foram feitos dois encontros presenciais, um em Olinda (Pernambuco) na casa da Mãe Beth de Oxum em abril, e outro em São Paulo no Instituto Goethe em junho.

A  publicação ainda está em elaboração, será bilíngue (português – inglês) que pretende servir como mais uma referência para as manifestações que acontecerão nos países que abrigarão as próximas Copas do Mundo.

Aqui algumas fotos do encontro, performances dos artistas e grupos, e imagens das reuniões feitas durante o encontro presencial.  https://www.flickr.com/groups/2636455@N25/

Aqui gravação em áudio das apresentações sobre cada cidade, assim como musical do grupo Três de Fevereiro  https://archive.org/details/160127001

Aqui um apanhado geral das linkanias que o pessoal trocou durante o projeto – https://www.rebelmouse.com/Projeto_Copas/

 

Financiamento –  Funarte / Apoio Instituto Goethe

 

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Primeira cartografia (cartaz) do Projeto Copas – Instituto Goethe

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Caveirão em passeio público durante o encontro em São Paulo

 

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Olinda – Casa de Mãe Beth de Oxum

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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