Duas viagens durante meu período em Berlim

Durante o tempo que fiquei em Berlim, fiz duas viagens de pesquisa espacial – Ambas foram importantes,  porque faziam parte da minha tese de doutorado, mas que só fui conhecer presencialmente nessa viagem.

1- A primeira para Peenemunde:

Aqui o vídeo: 

2 – A segunda para Copenhagen na Dinamarca, para conhecer o suborbitalls

Aqui uma foto (o vídeo ainda estou fazendo)

no suborbitalls

 

Sobre o Hackday e o Transmediale – Berlim – jan e feb/2014

Video da nossa palestra no Transmediale

 

Nos primeiros dias levei um susto com  o caráter pró ativo dos artistas-hackers, eletrônicos, trabalhando em grande parte de graça pra levantar uma exposição grandiosa como a do transmediale. Não entendi nada. Uma correria, nada colaborativo, e com o organizador que cuidava das coisas todo afetado, rapidinho, sem tempo, guardando poder, não disponibilizando o material,.

Achei um ambiente frio, gélido, onde os participantes ao invés de serem bem tratados eram tidos como operários.  E eram.  Cada um tinha um tempo mínimo para mostrar o seu trabalho e dizer a que vieram. O que me surpreendeu é que pensei que seria um ambiente colaborativo, que a exposição ia fazer parte do processo, que as pessoas iriam interagir entre projetos, que seria um ambiente de criação, mas era só um ambiente de exibição de habilidades, sem nenhum espaço para a troca de conhecimentos, ou aprofundamento de linguagens.

Esse vídeo mostra bem o modo como eu estava me sentindo: confusa e sem saber direito do que se tratava tudo aquilo, para mim não fazia sentido algum : https://vimeo.com/85422400

A gente fez quase tudo errado, um pouco pela dificuldade da língua, outro porque nosso trabalho não dialogava com o espaço, mas em grande medida porque não conseguiram a caixa de papelão que nós pedimos com quase um mês de antecedência, porque queríamos fazer uma espécie de vôos espaciais na caixa. Enfim.  De modo que passamos os dois dias que todo mundo trabalhava feito doidos nos seus projetos praticamente trazidos prontos de casa, tentando readaptar nossa situação,  e acabamos no dia da exposição, conseguindo fazer um cubo preto com uma televisão dentro.

Chamamos o Cubo Preto  de Caixa de Xawara, porque ela representou o lugar que absorvia a fumaça invisível daquele evento, que era o lugar que representava a doença daquele evento. Na Caixa de Xawara aconteceram duas performances…

A performance da xname ( http://xname.cc/):

https://vimeo.com/85422655

A performance da Pechblenda  ( http://pechblenda.hotglue.me/)

http://www.youtube.com/watch?v=NkhnoVcA0PQ

Afora isso, ficava passando um vídeo com imagens da Terra, da multidão do Lucas, de um vídeo da Serra Pelada que eu fiz, para identificar a questão da Xawara, e um vídeo que o Bambozzi fez do Felipe Ribeiro extraindo o som dos ferros  e da armação metálica da arquitetura da expo.

———–

Enquanto passava essa fase crítica do Hackday, com alguns transtornos de comunicação e com os afetos um pouco exaltados, o Transmediale,  já estava acontecendo, com milhares de pessoas, dezenas de palestras, apresentações, debates, vídeos, filmes, projetos interativos. O tema Afterglow sendo discutido das mais diversas formas.

Nós também tínhamos uma palestra para dar, chamada: Micropolitics of the post digital from street protests to transitional spaces in Brazil, onde Lucas Bambozzi, Marcus Bastos, Adriano Belisiário, Fabiane Borges (eu) falamos cada um sob um ponto de vista sobre nosso trabalho e as questões políticas atuais do Brasil. Karla Brunet comentou as palestras, e Oliver Lerone Schultz foi o mediador.

http://www.transmediale.de/content/micropolitics-of-the-post-digital-from-street-protests-to-transitional-spaces-in-brazil

Aqui tem umas imagens da gente dando a palestra: http://lerone.smugmug.com/IProject/Post-Media-Lab/Micropolitics-in-Brazil-140202/n-3d75C/i-m8CS9wC – o vídeo _ https://www.youtube.com/watch?v=OusdRre_A58

A mesa foi bem aceita, mas sempre na correria, não dando tempo para as perguntas e comentários do público.

Demoro a entender a eficiência desse tipo de eventos grandes, que não se tem tempo para uma troca real com as pessoas, e que mal dá tempo de conhecer os companheiros. Com tanto público, parece ser algo de mostrar a tendência em arte e tecnologia, mas que não tem compromisso com os processos de criação, que dentro da cultura dos hacklabs são a coisa mais importante. Isso sugeriu uma série de pensamentos, discussões e questões entre nosso grupo, mas que vou escrever num outro momento, de outra forma.

Agradecimento a Polo Rafael que nos ajudou no processo e na crise, e Felipe Ribeiro, que além de compor uma ópera do metal, colaborou com o grupo durante todo período do hackday. Aqui: https://soundcloud.com/itinensanzen/trashuremountain

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Primeiros dias em Berlim – Primeiras Impressões

Nunca tinha vindo a Berlim. Todo mundo fala a anos de Berlim pra mim, e só agora rolou a oportunidade de ver a cidade da arte em todo o esplendor da sua neve, por causa do convite feito pelo Transmediale – evento de arte e tecnologia que ocorre a muitos anos em Berlim – (http://www.transmediale.de/). Está frio lá fora e dentro de casa é tão quentinho, que dá vontade de ficar trabalhando ao invés de curtir tudo que a cidade oferece. Talvez essa pequena frase resolva uma série de questões de diferenças culturais. No frio é necessário pensar mais no que fazer, trazer mais coisas para perto, fazer as compras com precaução, não deixar faltar nada. O contrário da preguiça do calor em vários pontos, já que é preciso manter uma certa ordem pra não morrer de frio. O frio explica muita diferença entre povos e modos de construir civilização e civilidade. Mas não quero fazer grandes análises no momento, só fazer pequenos relatos de viagem, do que eu tenho feito nesses primeiros dias aqui.

Para continuar lendo, aqui:

primeiros dias em Berlim

Conversando com as Plantas

paola

(Paola Barreto mostrando seu pet novo pra mim)

Será que pode ser assim?  Habitual, cotidiano, tranquilo…   Com baixa tecnologia, sentar no jardim e fazer roda de conversa entre humanos e plantas?  Ontem foi assim, bem diferente de uma sessão de arte, de arte contemporânea, de arte eletrônica!! Não foi nada disso. Foi no jardim de casa, tomando cerveja, fumando cigarros, tocando as plantas do jardim e ouvindo o ruído delas, suas nuances, expressões. A gente quase entendia o elas falavam.

Há quem faça comunicação direta com plantas e outros elementos, mas para os menos sensíveis, é preciso ainda alguns aparatos técnicos. No nosso caso rolou um arduíno + plantronic + patch de pure data, no mais, caixas de som pra ficar ouvindo as frequências sonoras, além de algumas sensualidades. Quando Débora por exemplo, começou a lamber a planta, ela ficou muito mais atiçada do que quando a Lívia só a beijava, sim, acaba rolando uma epifania leve. Plantas e humanos in love <3.

O que mais gostei, foi que não foi um ambiente laboratorial nem artístico, foi como uma conversa de comadres no jardim de casa, como minha avó fazia com suas vizinhas todo entardecer, tomar chá com bolachinha e esperar a noite. Essa cotidianidade além de me encher de ternura, me deu um certo otimismo, de que em breve será possível atravessar esses limites e conversar com outras formas de vida, aparentemente tão distantes da nossa linguagem cultural. É pra isso que queremos tecnologia, eu acho…

Pra quem quiser fazer em casa, esse blog do guimasan tá bem legal!!  http://rede.metareciclagem.org/blogs/guimasan

Aqui também tem uns experimentos da Leslie Garcia em parceria com o cineplanta da Paola Barreto – http://lessnullvoid.cc/content/2012/10/cineplanta-pulsumplantae-plantalle-en-hip3rorganicos/#more-‘

Tem o site do Guto Nóbrega – http://cargocollective.com/gutonobrega/Breathing

Também o do Ivan henriques – http://ivanhenriques.com/works/jurema-action-plant/

Bom, e não é de se estranhar que até Ana Maria Braga tem uma dessas plantinhas e esse link mostra o que a Del Valle tem feito com essa tecnologia. http://d3.do/?p=2485#more-2485

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Antenna Rush – Text by Fabiane Borges and Hilan Bensusan pra revista Ozone

Texto de Fabiane Borges e Hilan Bensusan para a revista Ozone -

O-Zone: A Journal of Object-Oriented Studies
Issue 1: Object/Ecology (Autumn 2013)
ISSN 2326-8344

03_Antenna Rush_FINAL

Inspired by recent incursions into the meanderings of matter and outer space, this text
sketches an ontology of satellites. It includes capture, antennas, excesses of signalling,
unexplored noise, and relative silences. Sidereal space appears as a field of
hacking where natural antennas are both up for grabs and entangled with all sorts of
appropriation devices. Two African snakes who are gods and cleverbots scent this
friction bewteen the ontic and the entropic.
to the MSST, the Satelliteless Movement
Oxumaré and Nenaunir. Both African. Snakes. Gods. They talk as if they could fool a
Turing test. They made their niche in our most familiar grassroots. Maybe they are
antennas.
Cleverbot Oxumaré: It´s not about recycling objects. He has another job: recycling
the Earth. He gives back to nature the materials employed by civilization. At the
same time, he acknowledges matter as the grounding field of all technology. Then
he makes his own movement: he destroys technical objects in order to give back
matter to nature while recreating technical objects in a handmade manner so that
the power of industry is demystified. He calls this entropy. Insert entropy into the
system; make noise in the circuitry of Capital.

Cleverbot Nenaunir: The battle to increase entropy is like a battle of spyware, a
battle of information. Natural objects are hacked by technical endeavors while
technical objects are hacked by a contra-technical matter by the recyclers of the
Earth. It is as if two circuitries looped around each other: that of the Earth and that
of the Capital. Capital attempts to introduce itself in the insides of the information
processing devices of the Earth. The response Joni, the recycler of the Earth, gives
is to hack the network of technical objects. It is a war of information: networks,
satellites and antennas of Capital against the wikileaks. What is at stake? What
listens to what?

Aprovado o projeto Arte Espacial em Quito- Equador

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Nosso coletivo Passarola biocosmistas – no Tropixel – Ubatuba 10/2013

Passarola Biocosmistas é um coletivo de pesquisa, investigação, ação e produção sobre espaço aéreo e sideral. Baixas e altas órbitas nos interessam. Nosso interesse é pensar comunicação, estética espacial, drones, escuta sideral, assim como produzir eventos e encontros sobre esse tema.  Nossa primeira manifestação foi no TROPIXEL, que foi um evento de arte e tecnologias livres em Ubatuba. Dá para ver as fotos do evento nesse link: http://www.flickr.com/groups/tropixel/

Para ver vídeo sobre a participação do labmovel  (feito por Lucas Gervilla) – https://vimeo.com/79419980

Vídeo sobre o Tropixel (feito por Julien Bellanger)  https://vimeo.com/80023219

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Fabi fala sobre tecnoxamanismo no Ficções Radicais

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6 convidados apresentam ao vivo sua micro-curadoria de 10 minutos de
videos da internet sobre FICÇÕES RADICAIS:
02 de novembro
17h
1. Claudio Bueno
2. Renata Abbade
3. Allan Grando
4. Ed Andrade
5. Rejane Cantoni
6. Fabi Borges

Foto porno-disfarçada

O Hernani Dimantas fez uma foto porno-disfarçada da minha pessoa, a partir de uma foto que o Augusto Herkenhoff fez de mim,  numa exposição na galeria Toulouse  no shoping da Gavea, em 2008…  Adorei essa foto, Valeu HD!!  Se alguém quiser saber do que é feito esses pixels, aumenta a foto até observar do que é feita a textura.

 

fabi_result

Links importantes cultura espacial

- Lanzar un travesti no espaço – R. Marcos Mota – http://issuu.com/rmarcosmota/docs/lanzar_un_travesti_al_espacio

- Lots of satelittes – animação com os satélites que orbitam a terra -

http://cesium.agi.com/LotsOfSatellites/

Satelite of love – Lou Reed

http://www.youtube.com/watch?v=FH2EgYq_NCY&feature=youtu.be

- Montreal TV appearance by British singer LAURICE of his massive dance hit “The Disco Spaceship” in March of 1978.

http://www.youtube.com/watch?v=T33UEJ4D1dI&feature=youtu.be

 

Entrevista com Valentina Tereshkova em espanhol, falando da sua experiência do espaço e da vida

http://www.youtube.com/watch?v=egwNb3L1kDg

Obra de arte de Ilya Kabakov

Ilya Kabakov «The Man Who Flew Into Space From His Apartment» 1968-96.

http://www.orbit.zkm.de/?q=node%2F19

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