residence in paris – ali khodr, fabiborges, camila mello – DESORDRE URBAIN

Proposition pour DESORDRE URBAIN Contexte général de la proposition  - 
http://www.redplexus.org/web/index.html

2-7 of may

Ces dernières années, au Brésil, les pratiques artistiques collectives ont généré de véritables plates-formes théoriques, pratiques, politiques et subjectives, de perspectives différentes. Dans de tels contextes, les acteurs critiques s’engagent à produire et partager des expériences et du contenu. Les mouvements sociaux, l’espace urbain, la performance rituelle, les happenings immersifs et les activités multimédia y sont discutés.
Un des caractères les plus représentatifs de ces actions s’appuie sur la projection d’images, accompagnée de commentaires en direct et suivie de discussions sur les concepts qui soutiennent de telles pratiques. Actuellement, les artistes-producteurs dans les domaines de l’art, les médias et la technologie, se chargent de la recherche et des publications sur ces processus. Leur quête a pour but de faire revivre la scène contemporaine pour la construction de nouveaux formats de réunions, événements, festivals et la production de nouveaux procédés.

Détails des activités

La principale activité que nous proposons est le partage de chaque jour avec la communauté et les gens. Deuxièmement nous mettons l’accent sur l’intégration multimédia (photographie + vidéo + som) qui inspirent des processus créatifs individuels et/ou collectifs. Et troixièmemment, nous réalisons la véhiculation, la projection et la discussion autour de ces actions.
Parallèlement à Desordre Urbain, nous participerons (comme membres organizateurs) à la deuxième (SEU) Semana Experimental Urbana à Porto Alegre:
http://portoalegreseu.wordpress.com
/ De ce fait, nous allons profiter la simultanéité des deux évènnements et créer des liens visuels entre les actions menées par le biais des projections dans l’espace publique .

Fabiane Borges (UK) et Ali Khodr (FR) travaillons sur place avec la collaboration virtuelle de Camila Mello (BR) contact: 0033638116273 akmergulho@gmail.com
http://catahistorias.wordpress.com/2011/03/27/pdf-sobre- movimentos-de-artepolitica-e-midia-brasil-percursos-pessoais
/

Fabiane Borges
Psychologist, undertaking a Ph.D. in clinical psychology at PUC-SP. She has been involved in the production of events about art, politics and technology in Brazil since 2000 and has published three books last year that deal with the subject, available at: <
http://catahistorias.wordpress.com
/>
<
http://integracaosemposse.zip.net
/> <
http://tuliotavares.wordpress.com/acmstc
/>,
http://submidialogias.descentro.org/category/submidialogia
/

Camila Mello
Works with multi-media and since 2005 has been a member of MERGULHO, a collective platform that explores the possibility of restor- ing subjective realities into shareable experi- ences: corpoliquido.wordpress.com. In 2010, MERGULHO and Rodrigo Lourenço, of DES- VENDA Contemporary Art Fair, organized the project SEU – Urban Experimental Week, an on going experimental art process about experi- ence in public space, as a foment of collective work and interchange between artists and community: <
http://portoalegreseu.worpress.com
/> . In 2010, she worked with Ali Khodr, BASE art association, a collaborative space in Paris, on the notion of encounter, relation and the arche- type of the artist as a worker: artbaseasso.wordpress.com <
http://artbaseasso.wordpress.com
/>.

Ali Khodr april 12, 1980. Lebanon. Brazilian nationality. Lives and work in Paris. PHD student in visual arts, researching about the confrontation of the notion of continuous process of artistic practice and the notion of eventual actions. Membre of the collectif MERGULHO, develops projects since 2006 in order to create through drawing, video, photography and printed works methods of sharing experiences and projects such as TEMPORARY STATS and WHEN WE DO NOT KNOW WHO.

, www.artbaseasso.wordpress.com/processozero

chat glerm e fabi sobre workshops, residencias, mobilidades 26/04/11

Continuando os textos-chats, postei tambem essa conversa minha com

o glerm, sobre oficinas residencias e mobilidades – a quem interessar possa:

Enviado às 03:58 de segunda-feira

glerm: tou escrevendo um monte, mas nao sei se encaixa

no livro ainda, preciso adaptar pra algo menos localizado

agora vou partir pra uns axiomas

fabi: hei, que massa

manda pra mim, eu gosto de ler tuas coisas

glerm:
http://toscolao.devolts.org/?toscolab

glerm: ainda vou escrever essa parte

fabi: olha que interessante,

glerm: o que fiz mais hoje foi dar uma complementada

naquele diário

fabi: tu acha que residir e mobilizar ‘e um avanco das oficinas

hummmm

po, ta ahi

eu nao tinha pensado nissso

glerm:
http://toscolao.devolts.org/?fase1

fabi: eu pensei nas oficinas por um lado

as residencias por outro

tentando negociar o caminho dos eventos de arte

e os eventos de midia, e essas oficinas todas pelo meio

rsss

vou ver o link

glerm: eu tou querendo escrever uma coisa do tipo que

existe uma (não) localidade

que exige uma postura

que é algo assim

quando você se desloca

principalmente pra um contexto geograficamente mais distante

(mas acho que tb ocorre na mesma cidade)

as pessoas esperam de voce uma especialidade

uma coisa meio técnica

mesmo que não tenha a ver com tecnologia

poderia ser tambem uma aula de filosofia

sobre o tema que voce é especialista

mas seu dever é subverter esta espectativa

em funçao de ser cumplice

dos problemas imediatos do lugar

daí voce aplica aquela especialidade

(seja tecnologia ou ontologia que voce acredita e prega)

aplica na prática

e o discurso vira um suporte da prática

não o oposto

(que é um puro utilitarismo anti-utópico e inerte)

…..

fabi: hum

no se

so inverter, nao resolve

pq o negocio gira, que nem moinho de vento,

nao importa tanto qual aba ‘e primeiro

e principalmente, nao soluciona tanto a coisa

nesse sentido, eu gosto do slogan do submidialogia

A arte de re:volver o logos do conhecimento

pelas práticas e desorientar as práticas pela

imersão no sub-conhecimento

glerm: não sei se é uma questão de “só inverter”

mas falo de uma barreira necessária

de se romper este lugar cômodo

onde voce faz o que esperam de voce

por mais novo, diferente, ou necessário

que seja aquilo que esperam

fabi: “quebrar barreira e criar cumplicidade”

glerm: … existe uma necessidade de não se anular

dentro desse lugar que os outros ja criaram pra voce

… um dever de não-alienar-se

para não alienar

numa espécie de loop seguro

não sei muito bem se ainda faltam palavras pra falar disso

….

fabi: tava pensando no sub paranagua

como ex. do que tamo falando,

as oficinas, um evento baseado em workshops:

1- amplia o evento para a comunidade geral pra alem

dos participantes (artistas, tecnicistas),

2- funciona como uma universidade livre (cursos livres)

3- cria panorama de varias praticas e varios discursos

(aberto, gratuito, coletivo)

workshop x residencia…

glerm: eu não estou negando a prática “oficina”

mas sim botando sob suspeita

fabi: rsss

sim, to pensando contigo, auahuauuhauu

glerm: é um problema básico

de retórica versus catarse

acho que tem a ver com o que vc chama de liturgia

a diferença da palavra falada

e palavra cantada

… a “verdade”

como um delírio

(que pode ser contradito, mas é dito como

delírio em “verdade”)

sempre colocando sob suspeita

o sofisma platônico

da “sociedade ideal”

… ‘universidade livre’…

Enviado às 04:15 de segunda-feira

glerm: humanidade “livre”…

quando em “paz”

e prosperidade

fabi: calma

glerm: rsrs

fabi: rsss

do outro lado a residencia e mobilidade

que nao ‘e bem cartase e tal

- a tal imersao -

glerm: eu digo residencia+mobilidade como um

binomio quase contraditorio

um pertencer ontologicamente mas não geograficamente

residir no sentido de ser cumplice daquela vizinhança

ao inves de apenas colocar-se na posição segura

de ser portavoz de um pragmatismo civilizatório

fabi: pode crer

mas a questao ‘e que numa residencia (seguindo a viagem)

digamos de varios artistas, ou hacklabistas )))))))))

Uau!! hacklabistas e artistas ‘e quase uma antagonia tbm, ne?

quer dizer…

glerm: artistas e/ou hacklabistas

rsrs

é um paradigma

porque artista remete ao iluminismo (libertário mas histórico, secular)

e hacklabista ao pós-modernismo (pós-histórico)

fabi: hacklabistas teriam uma cena de construcao coletiva

a principio, enquanto artistas, ‘e trabalho pessoal,

viagem narcisista (mostra de trabalho anteriormente produzido

- relacao com o entorno, a partir da ferramenta artistica

sim, vc resumiu…

que cena dificil!

em q vc pensa qd fala em residencia e mobilidade?

glerm: acho dificil pensar isso sem simplesmente tachar

o artista de narcisista e hacklabista como uma espécie de

templário utópico, criando a pós-sociedade, sem ego

fabi: sim, dificilimo… auauhauauahuuuhauu

glerm: os hacklabistas tb estão numa armadilha grande

são como os físicos do século 20

que viraram popstars

e acabaram fazendo a bomba atomica

“altruistas genios”

igualzinhos os artistas eram para os monarcas e

seus tetos de igreja, que eram o cinema da época

ou o que é o cinema do século 20 até agora

a nova igreja

da religião Banco -dólar – vida de cartão postal

fotograma

fabi: um pouco mais aqui em baixo, vc acha que

o workshop tambem ‘e uma das ciladas do hacklabista

no?

glerm: vamos tentar pensar por exemplo numa aula sobre Heraclito

como uma espécie de workshop

pra não ficar nessa coisa de que falar sobre linux é workshop

e uma aula sobre Esquizoanalise 20 doutorados depois

ainda não é um sistema operacional

há essa diferença

entre um worksop sobre

“Penas de urubus como o novo computador quantico

da ontologia das cordas soando em pós-colonias”

(que facilmente tornaria-se uma espéccie de

performance/jogo/dança/comunhão)

e qqer coisa-fala que seria um lugar seguro

que poderia te garantir 2 anos de técnica e emprego

nesse sentido que falo um pouco

da diferença entre o workshop, mesmo que “técnico”,

sobre clínica deleuziana, heraclito ou linux

mas aí “cumplice”

o que chamo de residente

sabendo que voce não habita aquela comunidade

e por isso mesmo sua palavra vai causar um “impacto

ambiental”

vai gerar uma demanda por um emprego que você prega

existir num mundo que você habita

(“reside”)

… voce vai ter que fazer aquele emprego

automaticamente existir naquela comunidade

e automaticamente vai ter que ja construir

desconstruindo colocando uma espécie de armadilha

pra esses espelhos distorcidos de voce

… porque de onde vc ta, voce sabe onde estão os

buracos daquilo que vc acredita

mas se vc não falar nem da parte que acredita

voce nao se move

então tem tambem essa mobilidade

que gira em função do equilibrio das forças

……….

fabi: que bonito, tb um exercicio de humildade

glerm: (nao sei tou digitando sem parar, nao sei ja faz sentido)

fabi: faz total

mas comeca a complexificar

mobilidade 1- de onde se parte

mobilidade 2- mobilizacao comunitaria (sincronizar desejos)

- relacionar-se com o ambiente para onde se vai

mobilidade 3- mover-se do lugar dos espelhos

abriu o leque das mobilidades

e no caso das residencias -:

1- residir no espaco que se habita,

2- residir no espaco temporario

3- presenca constante virtual

tres residencias concomitantes (no minimo)

mas a questao ‘e:

Enviado às 04:37 de segunda-feira

fabi: residir/mobilizar – trazer um enviroment,

sem necessidade de um impacto ambiental,

mas um envolvimento com o entorno, afim de

aplicar os conhecimentos e faze-lo se exercitar,

enquanto ele mesmo ‘e reconstruido enquanto aplicado

sorry glerm

acho que to so te traduzindo, rssss

ainda temos alguma coisa nao mao, algo sobreviveu,

ja ‘e um avanco:

armadilha 1 – espelhos

armadilha 2- metodo tradicional de passar informacao

(representacao do proprio papel)

armadilha 3 (promessa)

gostei particularmente da armadilha 3

glerm: ops

fabi: a promessa

terrivel, pq ‘e isso mesmo

alem de passar uma tecnica se quer mobilizar

um campo de crencas

Que so pode ser efetivado se muitas

crencas e praticas forem acionadas

glerm: eu tenho pensado em alguma coisa

que quero fazer nos proximos anos, mas nao sei por

onde começar muito bem, sem me perder completamente…

eu queria construir uma espécie de “maquina de discursos”

pra fazer essa coisa das “armadilhas” talvez

não sei bem porque na verdade

nao sei bem um porque

é uma espécie de dança com a linguagem

mas é uma coisa assim

uma espécie de embaralhador sintático

que conseguisse remixar discursos

conjugando, usando adjetivos e termos de determinados

discursos… eu fico pensando daí novamente

nessa diferença entre retórica e catarse

… de que o discurso mais poético, quase oracular

seria muito fácil e divertido de produzir

mas estes discursos especializados não, porque eles

vencem muito rápido, são adaptativos

essa tecnicidade precisa se adaptar

é algo muito histórico, objetual,

especializado…

nao sei se isso é meio lacanismo demais tb, estruturalismo demais

aquela coisa de “fala-ser”

de ato falho no fonema

… qual o limite… enfim

… tipo tocar um violão e o livro sai pronto

por derivação gestual e memética/mimética

fabi: rsss, entendi

eu nao sei

ando as voltas com o discurso oracular (ou a cartase)

mas ‘e um lugar dificil, pq precisa de crenca

principalmente crenca nas habilidades de modificar

os pontos de aglutinacao da concentracao, atencao, ou consciencia

e alem disso ‘e pouco provavel, e tem suas proprias hierarquias

uma delas ‘e a associacao direta com a religiao, que vai

pelo menos pra dois sentidos:

1- a ligacao afetiva com o “religioso”, simpatia por similitude

2- a outra ‘e a critica contundente a tudo que supoe a cartase

- seja por niilismo, materialismo, ateismo, cientificismo,

tem uma outra possibilidade (onde esta a aposta),

de embarcar no processo como forma de experimentacao

ve que a experimentacao aqui nao ‘e a mais forte das reacoes,

a cartase esta completamente construida tbm, muito bem alicercada

ate o inconsciente entra nesse rodao, muitas vezes,

acho que lacan foi importante pra salvar o inconsciente

das garras dos crentes

Enviado às 04:55 de segunda-feira

glerm: ´e, tudo que não se explica vira arquétipo,

mandala, cultura, rsrs

fabi: foda

mas ‘e isso mesmo, um lugar delicado de trabalhar

tu viu o videozinho que fiz do ze celso nos sertoes da bahia?

glerm: nao

onde ta? passa o link

fabi:

glerm: tem a ver com aquela peça do antonio conselheiro?

fabi: o teatro ritual -

sim, mas feito em canudos mesmo

glerm: vc participou da peça?

fabi: nao, so filmei

‘e um video de um minuto

que fiz pra uma apresentacao aqui

glerm: curioso, qdo visitei o f ele falou do ze celso

rsrs esculachou

fabi: esculachou? pq?

glerm: tava dizendo que a coisa dele não tem foco

nao sei direito exatamente a critica

nao sei se entendi

mas algo tipo de que ele é procurado por gente muito perdida

fabi: rsssss

glerm: e que ja nao da mais conta do recado

que a maioria das pessoas que participam não tão na intenção proposta

e mais numa egotrip

Fabi: eu acho que o ze celso pode ter tudo, menos falta de foco

glerm: nao sei

ele nao falou extamente com essa spalavras

talvez nao tenha dito isso

mas falou de uma falta de tato

com essas pessoas surtando por la

talvez alguma coisa de pessoal nisso tb

falou que uma vez desafiou ele

falando que eles tavam profanando dionisio

fabi: o ze diz ter uma funcao no mundo, ele ‘e o profeta

- ele ‘e o profeta do ritual cetico, da religiao sem deus,,,

glerm: porque ele queria ir embora e nao quiseram

devolver o vinho dele, rsrs

fabi: outro profeta, rsss – jogo de forcas -

ahahah

glerm: mas a reclamação era mas ou menos essa

acho que não falta de foco

mas falta de tato

com pessoas extremamente sensibilizadas

com aquela megalomania toda

fabi: sim, concordo, mas isso ‘e exigir que o cantor

seja legal em casa, ou o escritor, seja um bom conversador

no bar, enfim…

glerm: aquela coisa toda

fabi: o que importa aqui ‘e a obra do cara

e a obra dele procura a cartase, que e um dos nossos assuntos

a cartase , o rito e a ampliacao da consciencia atraves da

coisa religiosa/blasfema

o rito e a iconoclastia

Enviado às 05:05 de segunda-feira

fabi: o efeito e a mobilidade tambem ‘e um dos projetos

do “teatro ritual” do ze celso

se nao, nao iria fazer a peca pra cerca de 4 mil pessoas

por dia, em canudos, que foi um grande marco na cidade

o renato cohen era outro

que usava a tecnologia e a cartase

criar esse ambiente so com drogas e alcool,

‘e o mais obvio e facil e utilizado

para fazer de outro jeito, ‘e mais pesado, dificil e

nem sempre com mais resultados, rssss

eu nao sei pq me meti nessa, mas agora fodeu,

vou ter que dar uma de xama aqui

voltei a andar de bike, andei 50 km hoje, pra ver se

fico mais forte, pra lidar com o clima

‘e que nem ser profissional do sexo

vc treina umas passagens, e fica facil “alterar o estado” do cliente

mas tem que ter corpo

no final, so falei disso, pra mostrar que a cartase,

como a retorica, tbm tem seus esquadrinhamentos

tu viu esse das possessoes do candomble?

tbm so 1 min.

glerm: é justamente esse ponto que é o sensível -

a diferença entre deixar o outro desejar e de embutir

um desejo, quase obrigar um desejo, por uma pretensa

liberdade que esse desejo comporta…

era essa a reclamação que eu e o f concordávamos

sobre esse tipo de ritual à la zé celso

ou eu pergunto ainda: quanto de behaviorismo pode

haver numa “esquizoanalise”

… existe essa diferença entre ouvir e deixar falar,

e de imbutir uma fala (ou falo ou falasser)

no outro (outra)

por mais “libertária” que seja a intenção

fabi: sim… mas

tem que ver se imbute mesmo, ou se ‘e uma intervencao forte,

no caso do ze celso e o silvio santos

ali ‘e briga de dois pesos pesados

nao se trata so de imbutir

se trata de mobilizar tbm

quem pode mais o sangue ou a pedra?

ze celso fraquinho nao pode com nada

muito menos com silvio santos

respeituoso, sensivel, cheio de tato,

ja tinha ido pro brejo

a forca dele reside nessa incoerencia mesmo,

[te cravo a ferro o desejo pela liberdade que eu ja

vislumbrei e te reparto!]

e te abandono na sequencia

a ressaca disso tambem deve ser pesada

- vamos respeitar todo mundo, nao imbutir nada em ninguem

e deixa a midia de massa pegar tudo

os videos mais assistidos do youtube ‘e sobre o que?

glerm: nao nao, nao tou falando dessa parte mais óbvia

mas de coisas bem mais sutis

fabi: nao ‘e obvio

o ze celso ‘e a linha de frente do ritual sem religiao,

no brasil e no mundo

Glerm: como por exemplo uma atriz ficar confusa entre

a segurança de ter um parto sozinha (pois ja nao se identifica

com familiares, mas tambem é no fundo insegura quanto

a sua nova “familia” de amores dionisiacos)

disso pra algo ainda mais simples

mas que pode acabar com a vida de alguem

tipo achar que é livre porque desejou desejar o desejo do

desejo de alguem

fabi: sim, entendo

mas glerm, to cheia desse papo de cuidado por aqui,

saco cheio mesmo: cuidado, delicadeza

nao interferir, nao criar impacto

sei nao!

glerm: rsrs

fabi: eu nao conheco muito ator que se matou,

conheco quem o ze celso “nao deu bola”

glerm: eu tou falando talvez duma outra coisa

que é mais do cara que entra para ter auto-confiança

do que uma culpabilidade do “diretor”

fabi: enfim

rola tbm de tocar uma viola e criar monte de rituais diferentes?

eu tava precisando disso!

acho que vou dormir, sao 5:30 da manha aqui

continamos… talvez eu edite e publique no meu blog, rola?

gostei desse negocio de colar chat, rssss

Enviado às 05:26 de segunda-feira

glerm: boa sorte na edição… e deixo um abraço grande pro f,

que foi mencionado…. ou qqer pessoa que possa falar melhor

de si mesma do que eu desta… quais eram os axiomas mesmo?

abraço tb para sua pessoa, e para seu workshop liturgico que

estás a preparar

fabi: ixi, ahahah

glerm: rsrsr, saúde…

chat- fabi e ruiz – sobre natureza, cultura e midia tatica

resolvemos editar e colocar a conversa online…   va que isso interesse a alguem e tal!!

   	 	 	 	
Ricardo: bem em superoff
tem um moço aqui amigo do rio
querendo fazer um mídia tática brasil
por aqui
o que acha tu?
eu: o que ele quer fazer?
ricardo: um festival
chamar ai essa galera
que tava lah
e gringos e tal
fazer showbizz pra quem eh de showbizz
eu: po, acho necessario...
com lancamento de todos nossos livrinhos, rsss
ricardo: hueuhuahuehuhua
tah virando muito academica voce
eu: que nada
meus colegas da academia ficam se matando pra
 publicar nas revistas importantes
esses livrinhos nao valem nada
eu gosto 'e das historias
ricardo: vou colocar ele em contato contigo, tati, gi,
e abrir a porteira
eu mesmo to velho e cansado
eu:tu nao ta velho,ruiz
rsss
ricardo: hueueuahauuaeheuahuea
eu: so cansado
ei
tu acha importante retomar o mtb?
ricardo: nao sei
eh uma boa discussao
"use seu celular pra fazer videos pra mudar sua 
situaçao"
eu: sabe o que eu acho importante?
ricardo:e dai usa e faz filme de cavalonas dançando 
funk
e desde quando cavalonas dançando funk nao eh uma mudança?
eu: que a gente (todos nos) fomos atropelados pela 
rapidez...
eu to num movimento de ir pegando os fios soltos,
 coletando, nao pra restaurar nenhuma hegemonia, 
mas para nao passar batido coisas importantes
acho que avanca mais
do que so ir correndo
saca?
a gente da saltos maiores
cansa menos
esse mesmo mov. ta sendo feito pelos arte-coletivos 
em sampa
galera ta voltando se reunir.. pq todos foram
 atropelados pela (possivel fama, reconhecimento, etc)
e passou o tempo
ficou o vazio, do que tinha la
eu acho legal a ideia
o mtb foi um caldeirao
dai saiu muita coisa, inclusive o prestes maia -
 arte/ocupacao, etc
que mudou a vida de monte de gente
e os pontos, pontoes
e a midia tatica propriamente dita
eu acho que estamos perdendo a guerra em grande escala
nos que nao percebemos,
empoderar as ideias, 'e uma boa coisa...
Enviado às 15:34 de quarta-feira
ricardo: acho que essa guerra nunca pode 
ser ganha
porque nao eh essa a guerra
nao eh uma guerra
tem uma historia boa
lula foi bom
mas deixou todo mundo meio mediocre
e dai ficou facil
eu: rsss
ricardo: pra gente achar que perde a guerra 
pra dilma por exemplo
eu: ta bom, guerra nao 'e uma boa metafora
mas a coisa do controle
ricardo: tem isso do controle neh
que eh chato
eu: higienizacoes, controle, fortalecimento 
do poder contra a vida... ou o que seja, o que 
ta rolando no brasil 'e isso
ricardo: acho que o que pega agora eh mesmo o 
suicidio coletivo pensaado
ate 2020 mais 2,4 C
ninguem pensa em reverter
pensa em produzir alimentos mais resistentes 
ao calor
a mediocridade da morte indigna
eu:enfim... tudo isso
o mtb 'e uma alternativa tbm ao campus party, 
ou fisl
ricardo: mais ou menos
eu: uma alternativa, nao guerra
ricardo: mas tambem ver o tamanho da mentira 
que contamos
algo assim
faça o que eu digo e nao o que eu faço
vc tem uns filmes editados
o que mabuse falava, o que ele faz, e graziela,
 e lucas, e tu, e gi, e geert, e david, e sub>midia,
 e tudo aquilo
acho que o juba se mantem fiel
a ele mesmo
eu: mas o juba trampa pra empresa
da na mesma
como o ale
e usa a anarquia toda pros encontros da radio livre, rss
que 'e sempre meio frustrante, apesar de ser muito bom
ricardo: mas o bom eh usar a anarquia toda na empresa
e que se dane o softwarelivre ou o que for
tamo com uns processos malucos aqui no rio
com i-motiro
sem preconceito com anda
separando R$ de politica, politica de ganhar, ganhar de gastar
e montando o novo ipe
e essas coisas
pessoal aqui desencanou de muita coisa
a mediocridade de dilma
o que eh bom

eu:sei
boto fe total no jubinha na empresa, nao entenda mal...
mas acho que a gente tem poder (nao me entenda mal de novo)
ricardo: huahuehuehueahueahueahuae
sangue de jesus tem poder!

eu: rssss
ricardo: vale a pena converncer milhares de pessoas 
a construir sitios independentes e manter o aquecimento
 ou que se foda, vamos construir micro espaços pra se 
der merda pelo menos morre 4 bilhoes e sobra um friozinho
esse poder eh que eh a coisa neh
eh ilusorio
hj
porque ter o poder de dilma eh pra saber se morre em 
2015 ou 2022
ou 2012
ano que vem acabam as geleiras
falaram ai os sabidos
dai acaba corrente maritima, acaba corrente de ar, 
e uma media de 1 grau a mais por ano se torna 
impossivel
indo pra uns 10 a mais por ano
dizem os sabidos
pra que ser dilma quando se pode ser gentileza?
profeta gentileza
o poder de gentileza eh mensuravel?
e eh comparavel com o de quem?
eu: tem um outro tipo de poder
mas nao sei falar nesses dados
no fundo eu nao me importo muito que o
 mundo acabe
mas tem esse outro poder
acho que 'e da liberdade
ricardo: hueahhehe
eu acho que ele nao acaba
eu: mesmo que a tardinha, enfim
ricardo: eh a mesma agua e o mesmo carbono por
 seis bilhoes de anos
e a tecnica?
dai entra a mtb
libertar-se da imposiçao tecnologica atraves de 
uma relaçao consciente com os aparelhos
eu: (como a preparacao para os humanos saberem o 
que fazer em caso de emergencia (tufoes, geleiras 
derretidas)
ahahaha
no fundo 'e isso,
uma preparacao
acho que talvez seja meio metafisico o que falo
mas esse poder...
'e como manter os barris cheios
como nao deixar apagar um fogo especial
como tecnicas muito simples e eficazes de ir 
inventando outra humanidade, mesmo que sobrevivente
no se
desse poder que falo
acho que 'e isso que vcs ficam buscando nos
 indigenas tbm, ne?
se nao, pra que?
se nao tem crenca nisso, pra que ficar com aqueles
 atrasados, nativos, pouco evoluidos????
machistas, pobres
acho que 'e o xamanismo
o viveiro de castro acertou
buscamos a inversao, os brancos acreditam em varias 
culturas
ricardo: porque eh o contrario
eu: os indios acreditam em varias naturezas
ricardo: 
pensa 1500
1200
grandes embarcaçoes neh
a grande maioria dos povos era extremamente 
evoluida
Mesmo que diversas culturas
a base natural e a explicaçao mitologica das
 mesmas coisas com mitologias proximas era o bicho
e mais a astrologia, falta de doença e tal
e nao deixar rastro
o que torna guaranis superoiores infinitamente 
em relação aos europeus por exemplo
nao deixar rastro eh que eh evoluçao
nao os livros
e dai eles vem, e matam geral e tal
fala agora eh assim
entao sao esses buracos ao imposto que quebra o ritual
200 anos ou menos que nos afastam dos rituais
cozinhar
tomar banho e dormir de galera
historias na beira da fogueira
separar do ritual separa da gente
do natural
do deus
de verdade
natural = verdade
entao esse buracos podem ser pra isso se servir 
pra alguma coisa
mas dai um mtb novo eh pra ver nivel de hipocrisia
sempre ela
porque quais sao os furos?
os museus?
a casinha no campo?
parar de depender do eletron e entrar finalmente 
na era do proton?
ou do foton?
esse buraquinhos
eu: o buraco vc diz, pra gente escapar? pra fugir?
ricardo: nao
pra voltar
naturalizar
se existir esse termo ai
Como essa ideia
renaturalizar
sem ser ficar pelado ou comendo com a mao
tanto faz nao eh o ponto
o ponto eh que eh tudo meio claro
rio de janeiro, sao paulo, manhattam... qualquer 
problema que acontecer a primeira coisa que vai 
faltar eh agua
e depois comida
nao importa o que a coca e o habibs quiser
ve lah tokio
dois dias durou o suprimento dagua
entao por exemplo, mesmo sabendo da utopia toda 
e tal, plantar eh sempre uma saida
ou sempre a saida
agora tbm um tempo previo
peetza reinventando a captura do eletron eh igual 
plantar
pra quem quer ainda depender do eletron
eh muito calor
eletron + fogo
a evoluçao europeia se deu baseado no eleton e no fogo
nao teria como dar em outra coisa
e o ano de yemanja com oxum
comemora o começo da era de aquario?
hoje dormi de galera ali
uma turminha mais sossego daqui, galera imigrante
 na capital da hipocrisia
nada alem de dormir e se abraçar, mesmo que com 
poucas roupas ou o que for
dormir ateh 11h da manha contribui com o natural
 ou atrapalha o capital
trablahar pra tomar o poder de dilma
faz mal pra quem?
se uar eletrons e fogo, vixi.;...
eu: mas sabe como 'e
acho que o problema de renaturalizar desse jeito,
 'e que eles veem com os eletrons e fogo, mesmo 
que obsoletos
saca?
ricardo: hm
eu: e alem disso, tu ta convencido mesmo que tudo
 isso 'e por causa do eletron + fogo? todas essas
 mudancas climaticas?
quero dizer, 'e so isso?
ou 'e a terra se movimentando
como aconteceu outras veses
e dane-se se vai deixar os ratos com fome ou mortos
mas concordo contigo num ponto
que 'e o que falei antes que 'e a grande sacada do 
viveiro de castro
os indios acreditam em varias naturezas, enquanto os
 brancos acreditam em varias culturas
esse ponto 'e incrivel!!!!
as varias naturezas
que varias naturezas sao essas?
'e melhor do que pensar numa so natureza
eu acho que o materialismo dialetico atrapalhou um 
tanto esse caminho tbm
nossa inteligencia conectada parece so mais uma cultura
mas gosto da ideia de pensa-la como uma outra natureza
ahahah
qual a diferenca?
acho que pra alem de se renaturalizar
ricardo: aqui mesmo
a gente tah usando o eletron, o calor e tudo o mais
mesmo que com software livre
se editar esse dialogo
ele ajuda a acabar com a mediocri-dilma-dade?
eu: 'e preciso frequentar essas varias naturezas,
 e as suas diferentes camadas...
acho que sim
ricardo: pensou jah que a palavra som eh poder 
mesmo neh? voce gera energia com a voz
eh tudo uma questao de energia
eu: pode crer
ricardo: o 8 deitado
vale o amor sabe?:
ricardo: trabalhar com indigenas, terreiros e tal... 
sao os mesmos lugares ha anos. eh uma relaçao de amor. 
que nao se estabelece com museus por exemplo
eh mas eh isso mesmo
vem ai o contraculturadigital neh
que acho que vamos atras disso ai
um beijo, bom dia ai na capital
eu: mas vivo na frente de um parque... beijo ruiz
ricardo: os parques sao furos
nao sei se pra fugir, mas sao furos
mande beijos para os esquilos
eu: valeu, tem muitos e ratos tbm

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